Polícia Civil prepara operação com mais de 1,4 mil policiais para as Eleições 2026 na Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba apresentou seu Plano de Ação para as Eleições 2026, com uma mobilização de efetivo e estruturas para garantir a segurança da população e o bom andamento do processo eleitoral em todos os municípios do Estado. A atuação da instituição será realizada de forma integrada com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e os demais órgãos que integram o sistema de segurança e Justiça Eleitoral. No total, mais de 1400 policiais estarem em efetivo exercício durante o pleito.

Durante o período eleitoral, compreendido entre os dias 2 e 4 de outubro, a Polícia Civil contará com 1.264 policiais no efetivo ordinário e 171 policiais em reforço, além da disponibilização de 313 viaturas, entre caracterizadas e descaracterizadas. As equipes estarão distribuídas pelas quatro Superintendências Regionais de Polícia Civil, sediadas em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira, com delegados, escrivães e investigadores empregados no atendimento de ocorrências e na realização dos procedimentos de Polícia Judiciária.

A instituição também contará com equipes especializadas, como o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACCO), o Grupo de Operações Especiais (GOE) e o Grupo de Operações com Cães (GOC), que serão direcionados para municípios considerados pontos de atenção pela Justiça Eleitoral.

A Polícia Civil também atuará na prevenção e repressão de crimes eleitorais, de forma suplementar, nos locais onde não houver atuação da Polícia Federal. Nesses casos, caberá à instituição registrar ocorrências, lavrar procedimentos policiais decorrentes de situações de flagrante e instaurar inquéritos policiais de ofício, por requisição do Ministério Público Eleitoral ou por determinação da Justiça Eleitoral. O planejamento prevê ainda atendimento às demandas do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Inteligência Policial – Além do emprego operacional, a Polícia Civil contará com a atuação da Unidade de Inteligência da Polícia Civil (UNINTELPOL), que permanecerá de plantão durante o período eleitoral para produção, análise e difusão de conhecimento voltado ao apoio à tomada de decisões relacionadas à segurança e à preservação da ordem pública. A Diretoria de Estatística Criminal e Análise de Dados (DIEST) também atuará na consolidação e análise das ocorrências e procedimentos relacionados ao período eleitoral.

Instituto de Polícia Científica – A estrutura planejada inclui ainda reforço nas equipes responsáveis pela realização de perícias nos cinco núcleos de Polícia Científica, além da manutenção do atendimento à população por meio das delegacias, Centrais de Flagrantes e do Disque Denúncia 197. A Polícia Civil também terá representantes nos Centros Integrados de Comando e Controle (CICC) de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira durante o primeiro turno das eleições.

O plano estabelece atuação durante todo o período eleitoral, desde o início da propaganda eleitoral até o dia posterior ao segundo turno. Para o primeiro turno, as ações de segurança estão previstas entre os dias 02 e 04 de outubro; enquanto o segundo turno, caso realizado, terá atuação entre os dias 23 e 25 de outubro.

A Polícia Civil da Paraíba reforça, dessa forma, sua atuação integrada durante as Eleições 2026, com presença em todas as regiões do Estado, emprego de efetivo ordinário e extraordinário, atuação investigativa e de inteligência e estrutura voltada ao pronto atendimento das ocorrências, contribuindo para que os eleitores paraibanos possam exercer seu direito ao voto com segurança e tranquilidade.

Com PB Agora

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri