Juiz condena vereador da cidade de Soledade a 5 anos e 7 meses de reclusão e a perda do mandato

O vereador Osório Policarpo Neto (Progressistas), foi condenado a 5 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, além de 35 dias-multa pelo crime de estelionato, previsto no artigo 297 do Código Penal Brasileiro (CPB), e a perda do mandato parlamentar.

A sentença foi expedida pelo juiz da Comarca de Soledade Philippe Guimarães Padilha Vilar, que estabeleceu inicialmente o regime semi-aberto para cumprimento da pena e concedeu também ao vereador o direito de recorrer em liberdade.

Na mesma sentença, foi condenada a 3 anos, 9 meses e 15 dias de reclusão, mais 17 dias-multa, Maria Eliane Guedes Marinho, cúmplice de Netinho na falsificação dos diplomas, haja vista que ela era coordenadora dos cursos na época.

Ela também poderá recorrer em liberdade da sentença.

Narra a denúncia, em síntese, que, no ano de 2016, os denunciados falsificaram diploma do curso de licenciatura em pedagogia pela Faculdade Evangélica Cristo Rei e o certificado do curso de especialização em psicopedagogia Institucional e Clínica do Instituto Superior de Educação São Judas Tadeu, conferindo falsamente os títulos ao acusado.

As falsificações dos documentos foram confirmadas pelas instituições de ensino, que
afirmaram não constar em seus registros o acusado como aluno.

Pontua que o diploma da graduação e o certificado de conclusão do curso de especialização, exibidos por Netinho pertencem, na verdade, a outras pessoas, consoante número de registro existente nos referidos documentos.

Ainda se aproveitando dos diplomas falsos, Netinho se inscreveu em um concurso público promovido pela Prefeitura de Soledade em 2016 e foi aprovado em primeiro lugar como pedagogo, tomando posse do cargo.

Após a imprensa local e o Ministério Público (MP), denunciarem o fato, Netinho pediu demissão e devolveu os recursos que já tinha recebido no exercício da função de pedagogo.

O vereador também apresentou os diplomas falsos à Justiça Eleitoral, em 2016, quando requereu o registro de candidatura para vereador.

Netinho, inclusive, já havia sido condenado pela Justiça Eleitoral em primeira instância no ano de 2020 a perda da função pública e dos direitos políticos, mas recorreu da sentença ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), porem mantém-se no cargo para o qual foi reeleito com 336 votos enquanto aguarda julgamento.

Dessa sentença do poder judiciário, que o condenou a 2 anos de reclusão e mais 10 de multa, ele também tem o direito de recorrer.

Veja íntegra da sentença AQUI

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil