Campinense bate o Atlético nos pênaltis e é finalista do Paraibano

O Campinense é o primeiro finalista do Campeonato Paraibano 2019. A Raposa conseguiu a vaga ao eliminar o Atlético de Cajazeiras nos pênaltis por 5×3, após empate em 1×1 no tempo normal de jogo, em partida disputada na tarde deste domingo (7) no estádio Perpetão, em Cajazeiras.

Jogando em casa, o Atlético começou botando pressão na Raposa e teve a primeira chance real de gol aos 31 minutos quando Samuel recebeu e chutou para uma boa defesa de Wagner Coradin.

Porém, quatro minutos depois o Campinense abriu o placar com o artilheiro Lopeu, que aproveitou falha da zaga do Atlético, invadiu a área e marcou. O Trovão respondeu aos 46 minutos com Egson, que aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou, mas a bola bateu na trave.

Precisando empatar, o Atlético começou o segundo tempo no ataque e conseguiu marcar aos 14 minutos com Yerien, que aproveitou rebote dentro da área da Raposa e mandou para o fundo do gol.

A virada do Trovão quase veio aos 27 minutos, quando Marcinho levantou bola na área e Renan finalizou para fora. Todo pressão, o Atlético também teve chance de marcar aos 39 minutos com Yerien, mas o goleiro Wagner Coradin defendeu.

Com o empate ao fim do jogo a decisão pela vaga na final foi para os pênaltis. Iniciando as cobranças, a Raposa marcou com Afonso Júnior. Porém, Marcinho perdeu para o Atlético.

Em seguida, o Campinense marcou com Dedé; o Atlético com Soares; o Campinense fez com Gustavo; o Trovão voltou a marcar com Ferreira; Henrique Mattos fez para a Raposa; Bruno também marcou para o Atlético; e Romeu bateu o quinto e último pênalti para o Campinense, marcando o gol da classificação.

Agora, a Raposa aguarda a definição da outra semifinal do Campeonato, que será disputada por Botafogo-PB e Nacional de Patos. A primeira partida entre as duas equipes ocorre nesta quarta-feira (10), às 20h30, no estádio José Cavalcanti, em Patos. O jogo de volta acontece no domingo (14), às 16h, no estádio Almeidão, em João Pessoa.

Com Portal Correio

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (23) unificar os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. 

Por unanimidade, os ministros julgaram procedente uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para igualar o tempo dos benefícios.

Pelo entendimento firmado pela Corte, mães genitoras e adotantes têm direito às licenças remuneradas de 120 dias, que podem ser prorrogadas por mais 60 dias, independentemente do tipo de vínculo trabalhista.

O prazo deve ser contado a partir do parto ou obtenção da guarda. Nos casos de internação da mãe, o prazo vale a partir da alta da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último.

Conforme a decisão, a nova regra vale para licenças futuras e para as que estão em andamento.

Entenda

A ação julgada pela Corte foi protocolada pela PGR em outubro de 2023 e pretendeu estender o tempo das licenças-maternidade e adotante previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regra da iniciativa privada, para as outras categorias, como as servidoras públicas, que são regidas pela Lei 8.112/1990.

Pela CLT, as mães biológicas e adotantes têm direito a 120 dias de licença, prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias em empresas que participaram do Programa Empresa Cidadã. Já as servidoras gestantes também podem tirar 120 dias, mas as adotantes só têm direito a 90. No caso do Ministério Público, a licença adotante cai para 30 dias.

Para PGR, o tratamento desigual em relação ao regime de contratação da mulher é inconstitucional.

Julgamento

O julgamento da ação começou na última quarta-feira (16), quando o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, proferiu o seu voto. 

No entendimento do ministro, as licenças têm objetivo de criar vínculo afetivos entre mães e filhos e não podem possuir prazos diferenciados.

Em seguida, os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam o relator.

Na sessão de hoje, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes proferiram seus votos, e o julgamento foi encerrado.