Polícia prende três suspeitos de envolvimento em fuga de presídio de Mossoró

As forças de segurança que atuam em Mossoró prenderam três suspeitos de envolvimento com as fugas de Deibson Nascimento e Rogério Mendonça. As prisões, duas em flagrante e uma em cumprimento a mandado de prisão preventiva, aconteceram entre ontem e hoje. Com os três presos foram apreendidos um carro, armas e drogas.

Chegada da Força Nacional

Cem agentes da Força Nacional embarcaram nesta terça-feira (20) para Mossoró (RN) para atuarem nas buscas de dois homens que fugiram da penitenciária federal da cidade. Na segunda (19), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou o reforço do uso da Força Nacional de Segurança Pública nas buscas.

Segundo a pasta, 22 viaturas e um ônibus saíram da base da Força Nacional, no Gama (DF). A previsão de chegada é para a quinta (22). O efetivo é formado por policiais e bombeiros militares e atuará por 30 dias no município, entretanto, as buscas, que estão no sétimo dia, não têm prazo para serem finalizadas.

O pedido para o uso da Força Nacional foi feito pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, com o aval da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram os primeiros detentos a escapar de um dos cinco presídios federais brasileiros, considerados de segurança máxima. O sistema foi criado em 2006. Eles fugiram na última quarta-feira (14).

Além da unidade de Mossoró, o Brasil também conta com unidades federais em Catanduvas (PR), Brasília (DF), Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS).

Os fugitivos fizeram uma família refém na noite de sexta-feira (16), numa casa a três quilômetros da penitenciária. As autoridades policiais afirmam que as buscas se concentram sobretudo num raio de 15 km a partir da prisão. Também foram montados cinturões em áreas mais amplas.


com CNN Brasil

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB