Justiça manda soltar delegado Braz Morroni e policiais investigados por tráfico de drogas

A Justiça da Paraíba determinou, nesta sexta-feira (25), a soltura do delegado Braz Morroni de Paiva Júnior, dos policiais e outros investigados no âmbito da Operação Pérfidus, que apura um suposto esquema envolvendo ligação com pessoas do tráfico de drogas.

Apesar disso, eles ainda permanecerão presos por responderem ainda a outro processo em que há uma prisão preventiva em vigor.

A preventiva foi instaurada em 02 junho deste ano, quando os acusados foram alvos da operação, totalizando 114 dias. Após isso, se tornaram réus em uma ação penal apresentada pelo Ministério Público da Paraíba.

No documento, ao qual o Portal MaisPB teve acesso, o juiz Salvador de Oliveira Vasconcelos, da 5º Vara Criminal de João Pessoa, alegou que os policiais já estão afastados das atividades policiais e, por isso, não haveria a possibilidade de ‘reiteração das condutas por meio do aparelhamento estatal’.

“Os acusados já se encontram formalmente afastados do exercício de suas funções públicas na Polícia Civil do Estado da Paraíba, o que neutraliza de forma eficaz qualquer possibilidade concreta de reiteração de condutas por meio do aparelhamento estatal, da viatura institucional ou do acesso aos sistemas restritos de ocorrências”, cita.

Além disso, foram determinadas algumas medidas cautelares:

  • Comparecimento periódico a cada 30 dias em juízo;
  • Proibição de acesso/frequência às dependências da DRACO, DCCPAT e Cidade da Polícia Civil;
  • Proibição de manter contato com testemunhas, corréus e investigados da Operação Perfidus;
  • Proibição de ausentar-se da Comarca de João Pessoa sem autorização judicial;
  • Manutenção da suspensão da função pública policial, com recolhimento de armas, distintivos e bloqueio de senhas.

Com MaisPB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri