A Câmara Municipal de Livramento divulgou, nesta terça-feira (03), uma Nota de Repúdio reagindo com veemência às declarações feitas pelo pároco da Paróquia de Livramento, tornadas públicas no último dia 1º de fevereiro de 2026. As falas do religioso repercutiram fortemente no município e geraram um clima de tensão entre o Legislativo e a Igreja.
Segundo a nota, as declarações atingem diretamente a honra e a imagem da Casa Legislativa e de seus membros, ao insinuar que haveria um número excessivo de assessores, classificados de forma pejorativa como “babões”, além de afirmar que vereadores não teriam preparo para exercer o mandato, chegando a dizer que alguns “não saberiam nem do ó”.
O ponto considerado mais grave pelos parlamentares são as acusações de que vereadores condicionariam votos em projetos de interesse da população à obtenção de vantagens indevidas junto ao Poder Executivo, além das críticas generalizadas aos partidos políticos, descritos pelo pároco como “de quinta categoria”, que elegeriam “cafajestes”.
Para a Câmara, tais falas são infundadas, desrespeitosas e irresponsáveis, pois lançam suspeitas sobre a integridade de uma instituição fundamental para a democracia local. Mesmo sem a citação nominal de parlamentares, os vereadores ressaltam que todos foram atingidos pelas declarações, já que as críticas foram direcionadas à classe política de forma ampla.
Na nota, o Legislativo reafirma seu compromisso com a transparência, a ética e a legalidade, destacando que os atos dos vereadores são pautados pelo interesse público e pelo bem-estar da população de Livramento. A Câmara também enfatiza que críticas construtivas são legítimas e necessárias, mas que a difamação e a generalização não contribuem para o debate democrático.
Ao final, os parlamentares conclamam o pároco a se retratar publicamente, defendendo que o respeito mútuo e a harmonia institucional devem prevalecer entre Igreja, Poder Público e sociedade.
De Olho no Cariri












