Após impasse sobre escolha do vice de Lucas Ribeiro, Adriano Galdino faz postagem enigmática e aumenta especulações na política paraibana

O cenário político da Paraíba ganhou novos contornos nesta quarta-feira (05) após o impasse envolvendo a definição do candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Lucas Ribeiro. Em meio às indefinições e ao clima de tensão nos bastidores, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, publicou uma mensagem enigmática em suas redes sociais.

Na postagem, Adriano escreveu apenas a frase “Vamos para a luta”, acompanhada de uma imagem, sem dar qualquer detalhe sobre sua posição ou os próximos passos em relação às eleições de 2026. A publicação rapidamente repercutiu e aumentou as especulações sobre o futuro político do parlamentar.

A prefeita de Pocinhos, Eliane Galdino, esposa de Adriano, também compartilhou a mesma imagem e reforçou a mensagem ao escrever: “Vamos para a luta por uma Paraíba mais justa para todos.”

As postagens aconteceram após um dia de intensas articulações políticas. O grupo da base governista esteve reunido na Granja Santana para discutir a composição da chapa majoritária, mas a definição do candidato a vice-governador não foi anunciada, prolongando o clima de incerteza.

Outro fato que chamou a atenção foi a ausência de Adriano Galdino na convenção realizada no Centro de Convenções de João Pessoa, evento que oficializou a candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo do Estado. A ausência reforçou as especulações sobre o posicionamento político do presidente da Assembleia e alimentou dúvidas sobre os rumos que ele poderá tomar no processo eleitoral.

Diante do cenário de indefinição, a expectativa é de que os próximos dias sejam decisivos para a definição dos movimentos políticos de Adriano Galdino e para a consolidação da chapa governista nas eleições de 2026. A política paraibana segue movimentada e promete novos capítulos.

DE OLHO NO CARIRI

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Presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição como deputado, Hugo Motta (Republicanos) declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições desse ano. Motta confirmou sua posição em entrevista na Paraíba nesta segunda-feira (10).

A fala de Hugo Motta aconteceu na posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

“Iremos declarar esse apoio ao presidente, porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país, então eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, e a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão, de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição”, disse.

O presidente da Câmara Federal disse que como o partido dele, o Republicanos, declarou neutralidade à nível nacional na disputa eleitoral da Presidência da República, isso possibilitou o apoio a campanha de Lula.

“Eu estava aguardando o meu partido se posicionar. O Republicanos, em nível nacional, declarou a posição de neutralidade, ou seja, liberando os diretórios estaduais e os seus membros para apoiar ali a candidatura nacional, quem entender ser a candidatura melhor para o país”, disse.

Decisão do Republicanos

O Partido Republicanos anunciou no dia 4 de agosto que iria adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano.

A decisão foi formalizada na convenção do partido em Brasília e, segundo o presidente da legenda, é um entendimento firmado após a diretoria nacional ouvir a posição de escritórios da legenda em todo o país.

A decisão do Republicanos segue o mesmo posicionamento da federação União Progressistas.

Em nota emitida à época, o partido afirmou que a deliberação foi construída de forma coletiva e levou em consideração o crescimento da legenda nos estados, além das diferentes realidades políticas e alianças regionais formadas ao longo dos últimos anos.

“A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político”, afirmou o Republicanos. Segundo a sigla, a decisão busca preservar a autonomia das lideranças estaduais e a unidade partidária.