Ex-prefeitos de Bayeux rompem com Tacyana e Felipe Leitão e declaram apoio à pré-candidatura de Lucas Ribeiro

A ex-prefeita de Bayeux, Luciene Gomes (Republicanos), e o ex-prefeito Jefferson Kita (PSB) anunciaram neste domingo (1º) o rompimento político com o deputado estadual Felipe Leitão (MDB) e com o grupo da atual prefeita Tacyana Leitão.

Luciene comunicou a decisão durante no início da tarde por meio de nota enviada a imprensa. Ela e Felipe Leitão estiveram politicamente alinhados nos últimos seis anos.

No texto, a ex-prefeita agradece a parceria construída ao longo do período, mas afirma que divergências políticas e de condução tornaram “inviável” a continuidade da relação.

Em dezembro do ano passado, Felipe Leitão deixou a base do governador João Azevêdo (PSB) e passou a apoiar a pré-candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba.

Também neste domingo (1º), o ex-prefeito Jefferson Kita (PSB) anunciou o desligamento da função de secretário de Infraestrutura de Bayeux. Em nota, ele afirmou que a decisão foi necessária para manter o apoio ao projeto político liderado pelo governador João Azevêdo (PSB) e pelo vice-governador Lucas Ribeiro (PP).

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O procurador-regional Eleitoral, Marcos Queiroga, informou nesta sexta-feira (11) que recorreu da decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que liberou a candidatura do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba. O processo corre em segredo de Justiça.

A candidatura do emedebista foi impugnada, sob o argumento de que ele teria ligação com lideranças do crime organizado em João Pessoa em troca de apoio político nas Eleições 2024, o que seria proibido pela Constituição.

“No julgamento recente de Cícero Lucena, esta Corte entendeu por maioria que o precedente [do TSE sobre candidaturas com ligação com o crime organizado] não deveria ser aplicado, sobretudo porque ele não foi denunciado ainda. Respeito a decisão desta Corte, mas discordo. Essa decisão já foi objeto de recurso”, afirmou.

A declaração foi dada durante o julgamento da impugnação do registro da candidatura de Janine Lucena, que não conseguiu a liberação para a disputa como 1ª suplente de senadora do senador Veneziano (MDB), candidato à reeleição.

Filha de Cícero, ela também é investigada por ter mantido contato com faccionados. O caso dela é investigado pela PF na Operação Mandare. Já o de Cícero transcorre no âmbito da Operação Território Livre.

A candidatura de Cícero Lucena foi liberada pelo TRE-PB na última quarta-feira (9), com voto da maioria dos desembargadores. Apesar do sigilo, hoje um dos membros da Corte, desembargador Rodrigo Marques, pontuou que os casos dos dois são diferentes por não haver provas inquisitoriais e que não há denúncia formalizada contra o ex-prefeito.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba