Procurador diz que já recorreu da decisão do TRE-PB que liberou candidatura de Cícero ao governo

O procurador-regional Eleitoral, Marcos Queiroga, informou nesta sexta-feira (11) que recorreu da decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que liberou a candidatura do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba. O processo corre em segredo de Justiça.

A candidatura do emedebista foi impugnada, sob o argumento de que ele teria ligação com lideranças do crime organizado em João Pessoa em troca de apoio político nas Eleições 2024, o que seria proibido pela Constituição.

“No julgamento recente de Cícero Lucena, esta Corte entendeu por maioria que o precedente [do TSE sobre candidaturas com ligação com o crime organizado] não deveria ser aplicado, sobretudo porque ele não foi denunciado ainda. Respeito a decisão desta Corte, mas discordo. Essa decisão já foi objeto de recurso”, afirmou.

A declaração foi dada durante o julgamento da impugnação do registro da candidatura de Janine Lucena, que não conseguiu a liberação para a disputa como 1ª suplente de senadora do senador Veneziano (MDB), candidato à reeleição.

Filha de Cícero, ela também é investigada por ter mantido contato com faccionados. O caso dela é investigado pela PF na Operação Mandare. Já o de Cícero transcorre no âmbito da Operação Território Livre.

A candidatura de Cícero Lucena foi liberada pelo TRE-PB na última quarta-feira (9), com voto da maioria dos desembargadores. Apesar do sigilo, hoje um dos membros da Corte, desembargador Rodrigo Marques, pontuou que os casos dos dois são diferentes por não haver provas inquisitoriais e que não há denúncia formalizada contra o ex-prefeito.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri