Empresário é levado à delegacia horas depois de ser solto em caso de violência doméstica, em João Pessoa

O empresário Alysson Campelo Catuhyte Wanderlei, suspeito de violência doméstica contra uma mulher em João Pessoa, que havia sido solto com o uso de tornozeleira eletrônica nesta sexta-feira (11), foi conduzido à delegacia de Polícia Civil novamente. Ele está sendo ouvido pelas autoridades.

De acordo com a Polícia Civil, um procedimento relativo ao caso está sendo concluído na delegacia. Até a última atualização desta reportagem, no entanto, não havia a informação se a condução do empresário à delegacia poderia converter-se em prisão.

Anteriormente, o empresário esteve preso desde o dia 14 de agosto. O processo corre em segredo de justiça.

A reportagem entrou em contato com a defesa do empresário sobre a condução à delegacia, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Relembre o caso

Alysson Campelo Catuhyte Wanderlei foi preso em flagrante no dia 14 de agosto, suspeito de violência doméstica contra a companheira em João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, o homem responderia pelos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto da Lei Maria da Penha.

Após a prisão, o empresário foi levado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) da Zona Sul de João Pessoa. Em seguida, foi encaminhado para a carceragem da Cidade da Polícia Civil.

Na época da prisão, em um vídeo enviado para a Rede Paraíba, a defesa do suspeito disse que “mantém o absoluto respeito ao poder judiciário, às suas decisões e às instituições que compõem o sistema de justiça” e que “seguirá utilizando todos os instrumentos jurídicos cabíveis, em todas as instâncias que for necessário, para segurar o direito ao contraditório e a ampla defesa do devido processo legal”.

Ainda segundo a polícia, além da prisão, foi determinada uma medida protetiva de urgência em favor da vítima naquela oportunidade.

Vítima relatou ameaças

Na época em que Alysson foi preso, a mulher que o denunciou relatou que passou a viver com medo e sob controle durante o relacionamento com ele. A vítima contou que passou a se culpar pelas situações que vivia e afirmou que o medo afetou sua saúde mental.

“Comecei a colocar condições, em mim, de culpa. Hoje eu me vejo como culpada, sei que não é. Tinham muitas falas que eu, por amar, por não querer que a família acabasse, terminava aceitando e o medo está me adoecendo por dentro”, relatou.

Segundo a mulher, o comportamento do companheiro mudou depois que os dois passaram a morar juntos. Ela disse que, no início, considerava a relação boa, mas percebeu depois situações de estresse e controle.

“O meu início com ele foi a melhor relação da minha vida, de poucas que eu já tive. Ele era uma pessoa maravilhosa, engraçada. Quando eu moro com ele, eu começo a entender que ele não era aquilo. Começa a aparecer aquele cara extremamente estressado. Era o que ele trazia pra mim. Comecei a acreditar que não era uma violência verbal”, contou.

A mulher também afirmou que perdeu o contato com amigas e passou a evitar falar com a própria mãe. Segundo ela, a rotina dentro de casa era monitorada por câmeras e havia restrições sobre onde poderia ir e com quem poderia conversar.

“Eu perdi minhas amigas e eu comecei a entender: não era pra eu ligar pra minha mãe, ele não gostava. Minha casa era monitorada em todos os aspectos e eu não podia ter acesso às câmeras. Ele estava vendo o dia todo onde eu estava. Eu não saía de casa porque até no trinco tinha monitoramento. Ele mandava em tudo. Ele condicionava tudo”, disse.

De Olho no Cariri

Com G1 Paraíba

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Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar da Paraíba resultou na prisão de dois homens e na apreensão de dois adolescentes suspeitos de envolvimento em um caso de sequestro e violência contra uma família no município de Serra Branca, no Cariri paraibano. Durante a ação, os policiais também apreenderam uma quantidade significativa de cocaína e munições de diferentes calibres.

De acordo com informações preliminares, a operação foi desencadeada após denúncias de que uma família havia sido sequestrada por suspeitos de ligação com o tráfico de drogas na região. Durante o período em que esteve sob o poder dos criminosos, um dos integrantes da família, um homem, teria sido violentamente agredido com socos, chutes e coronhadas.

A partir de informações repassadas por populares, equipes das delegacias de São João do Cariri e Serra Branca, com apoio da Polícia Militar, realizaram diligências que resultaram na localização de quatro suspeitos, sendo dois adultos presos em flagrante e dois adolescentes apreendidos.

Durante a operação, os policiais também encontraram porções de cocaína e munições de diversos calibres. Outros suspeitos de participação no crime já foram identificados e continuam sendo procurados pelas autoridades.

A polícia destacou que a colaboração da população foi fundamental para o avanço das investigações e para a realização da operação.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para esclarecer as circunstâncias do sequestro, identificar a participação de cada envolvido e localizar os demais suspeitos.

As autoridades reforçam a importância das denúncias anônimas, que podem contribuir para o combate à criminalidade e para a segurança da população do Cariri paraibano.