Vice-prefeito de Taperoá não descarta racha na base do prefeito Jurandi, mas diz que lutará por unidade até o fim

O vice-prefeito de Taperoá, Júnior de Preto, foi entrevistado na Serra Branca FM no último sábado (07). Ele comentou o cenário político para as eleições de 2020 no município e disse que lutará até o fim pela unidade do grupo, que durante os últimos 16 anos vem administrando e transformando para melhor a trajetória da cidade.

Júnior de Preto se queixou, entretanto, da condução do processo de escolha por parte do líder maior do grupo, o prefeito Jurandi Gouveia. Segundo o vice-prefeito, Jurandi está postergando uma decisão que deveria ser construída com diálogo junto ao grupo e isso pode gerar rompimentos no futuro.

“Eu não vejo nosso grupo com tantos pré-candidatos a prefeito, como alguns dizem. Na verdade o que falta é diálogo e afunilar os nomes para que através de uma pesquisa e análise com o próprio grupo o candidato seja definido no momento certo. Eu tenho feito esse debate interno, mas acho que o prefeito Jurandi é quem deve liderar esse processo, dando sempre voz a todos os líderes da base”, ressaltou Júnior.

O vice-prefeito evitou comentar sobre o nome do sobrinho do prefeito Jurandi que começou a ser ventilado como opção de candidatura do grupo governista, mas alertou: “Qualquer pessoa pode pleitear a vaga de candidato, mas ninguém é candidato de si mesmo, nem será postulante porque o prefeito ou um grupo isolado quer. Ou o candidato é escolhido pela maioria e forma consenso ou o racha é inevitável”.

Júnior de Preto disse que tem dialogado com Jurandi, com o ex-prefeito Deó e alguns vereadores e que esgotará todas as possibilidades de diálogo dentro do grupo. Sobre estreitar conversas com o opositor George Farias, ele disse que não tem pretensões imediatas, mas não descartou que isso venha a ocorrer no futuro.

De Olho no Cariri

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB