Inteligência Artificial do TCE-PB vai produzir resultados instantâneos, explica presidente da Corte

O Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) apresentou, nesta quarta-feira (16), a Seixas, sua nova ferramenta de Inteligência Artificial (IA), desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O presidente da Corte, Fábio Nogueira, explicou que a nova ferramenta vai produzir resultados “quase instantâneos”.

“Antes você tinha que fazer aquela pesquisa e agora você preenche as informações de forma correta e você tem resultados quase que instantâneo. Então isso vai acarretar num ganho de tempo impressionante”, avaliou o presidente.

A ferramenta foi criada para auxiliar os servidores nas atividades de análise do controle externo, facilitando a localização, a compreensão e o cruzamento de informações em documentos e processos. A decisão final sobre as análises permanece sob responsabilidade dos servidores e do corpo técnico do Tribunal.

Coordenado pela Diretoria de Tecnologia (Ditec), o projeto terá uma apresentação específica para auditores, Ministério Público,  gabinetes e membros do TCE-PB na próxima sexta-feira (18), quando serão repassadas orientações sobre o funcionamento e o uso da ferramenta.

Consultas em linguagem natural

Nesta primeira fase, o principal recurso da Seixas é o Chat de Documentos, que permite ao usuário fazer perguntas, em linguagem natural, sobre documentos e informações processuais. A ferramenta utiliza como base de dados o Tramita, sistema de tramitação processual do Tribunal.

A partir de uma pergunta, a Seixas apresenta respostas fundamentadas e indica as fontes e os trechos dos documentos utilizados na consulta. Isso permite que o servidor localize informações com mais rapidez, sem precisar percorrer manualmente grandes volumes de documentos.

A ferramenta também reúne busca integrada de jurisprudência e um recurso para localizar processos a partir da descrição de possíveis irregularidades. Em uma segunda etapa, está prevista a implantação do Gerador de Minutas, que deverá auxiliar na elaboração de relatórios e outros documentos técnicos.

Tecnologia a serviço do controle externo

A Seixas é resultado de uma parceria entre o TCE-PB e a UFCG voltada ao desenvolvimento de soluções de Inteligência Artificial para o setor público.

A proposta é utilizar a tecnologia como ferramenta de apoio ao trabalho técnico, especialmente na pesquisa, organização e cruzamento de informações. O sistema não substitui a análise dos servidores nem interfere na autonomia e na responsabilidade pelas decisões tomadas no âmbito do controle externo.

Para a equipe responsável pelo projeto, um dos diferenciais da Seixas é justamente a possibilidade de realizar consultas por meio de linguagem natural, tornando a interação com grandes volumes de documentos mais direta e intuitiva.

Homenagem à Paraíba

O nome Seixas faz referência à Praia do Seixas, em João Pessoa, considerada o ponto mais oriental do continente americano, onde está localizado o Farol do Cabo Branco.

A identidade visual da ferramenta, desenvolvida pela Assessoria de Comunicação (Ascom) do TCE-PB, foi inspirada na relação entre tecnologia, orientação e identidade paraibana.

O conceito também incorpora elementos do Farol do Cabo Branco, cuja estrutura triangular é uma característica marcante, e do sisal, planta que teve importância histórica para a economia da Paraíba.

A ideia do farol representa orientação, direção e segurança. No contexto do Tribunal, o conceito está associado ao uso da tecnologia para facilitar o acesso às informações e apoiar o trabalho de fiscalização e controle dos recursos públicos.

Com MaisPB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri