Vereadores de oposição faltam, mas maioria da Câmara de São João do Cariri aprova licença de Marcos Wender e dá posse a Francisco Júnior

Os vereadores de oposição de São João do Cariri preferiram boicotar a sessão ordinária da Câmara de São João do Cariri ocorrida nesta sexta-feira (12). Os parlamentares deixaram de votar matérias importantes enviadas pelo Executivo, mas o objetivo mesmo parecia ser o de não votar o pedido de licença feito pelo vereador Marcos Wender nem dá posse ao seu suplente, o vereador Francisco Júnior.

Ainda assim, nada deixou de ocorrer e a sessão transcorreu normalmente com a presença e atuação da maioria da Casa Legislativa, formada por 5 vereadores: o presidente Beto Gaudêncio, e os vereadores Robson Brito, Hélio Moraes, Romero Cavalcante e Marcos Wender.

Os vereadores aprovaram inicialmente um aumento para os agentes comunitários de saúde, a partir de projeto enviado pelo prefeito Hélder Trajano; votaram ainda pela autorização de crédito suplementar para a educação do município, como também para realização de leilão de veículos sucateados da Prefeitura.

Os parlamentares votaram por fim o pedido de licença de 120 dias do vereador Marcos Wender e o prefeito Hélder Trajano, que estava presente a sessão, aproveitou para convidar de público o parlamentar para ajudar a gestão na Secretaria de Saúde, que nas palavras do gestor tanto precisa de seu trabalho. Marcos Wender pediu licença sem vencimentos para tratar de demandas pessoais, o que está previsto no Regimento da Câmara.

Ao final, o presidente Beto Gaudêncio aproveitou e deu posse ao suplente de vereador Francisco Júnior, que em discurso agradeceu ao colega Marcos Wender pela possibilidade de retornar à Câmara, como ainda ao prefeito Hélder Trajano, de quem é aliado de primeira hora. “Estou feliz em poder voltar à Câmara para representar o povo de São João do Cariri e como não tenho tempo para perder com pequenez, ignoro a atitude mesquinha dos vereadores de oposição que fizeram de tudo para boicotar meu regresso a esta Casa”, destacou Francisco Júnior na tribuna.

Veja abaixo a “Live Entrevista” do De Olho na TV feita com os vereadores após o término da sessão:

De Olho no Cariri

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB