Vereador e pré-candidato a prefeito de São João do Tigre é acusado de receber sem trabalhar da Prefeitura de Campina Grande

Em São João do Tigre, é grande a repercussão envolvendo o vereador e pré-candidato a prefeito pela oposição, Ygor Queiroz. O parlamentar é servidor efetivo da Prefeitura de Campina Grande e mesmo ocupando um cargo eletivo em São João do Tigre desde 2013, manteve-se pela maior parte do tempo lotado como funcionário da Prefeitura de Campina Grande e recebendo salários provavelmente sem prestar expediente.

As informações foram colhidas junto ao SAGRES do TCE-PB e mostram que de 2013 para cá, o vereador Ygor Queiroz manteve-se recebendo seus ordenados pela maior parte dos meses de cada ano, conseguindo licença apenas de 2014 a 2016.

Ygor foi presidente da Câmara de 2013 a 2016 e neste período, com seu salário ampliado pelo cargo que exercia, chegou a receber licença da Prefeitura de Campina Grande. O vereador perdeu a presidência do Legislativo tigrense e voltou a figurar como funcionário campinense de 2017 a 2019, mesmo residindo em São João do Tigre, distante há mais de 200 quilômetros de Campina Grande.

Não há quem diga em São João do Tigre que o vereador tenha passado a residir ou a se deslocar diariamente para Campina Grande para prestar serviços junto a edilidade, o que aponta para uma irregularidade em suas funções de Assistente Administrativo, cargo em que estava lotado na Prefeitura da Rainha da Borborema.

A redação do portal De Olho no Cariri não conseguiu contato com o vereador denunciado para prestar sua versão e buscando suas redes sociais, o mesmo não se defendeu mesmo já tendo conhecimento do teor da denúncia por outros veículos de comunicação.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB