Unificação das eleições pode gerar economia de US$ 12 bi e entidades lutam para aprovação da PEC

Com a unificação das eleições, o Brasil economizaria US$ 12 bilhões com o custo do pleito, emendas e obras que paralisam. Se levar em consideração os gastos com a organização das eleições e recursos utilizados em campanha, esse valor fica em US$ 3,5 bilhões. Os dados são da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e foram discutidos durante a reunião do conselho político da entidade municipalista nesta quarta-feira (5), em Brasília.

O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho, participou do encontro com outras lideranças municipais de todo o País para alinhar posicionamento sobre temas prioritários como Reforma Política, Nova Previdência e Unificação das Eleições. Sobre este último ponto, ele entregou o Manifesto da Paraíba em defesa do tema, com assinatura de políticos de 210 municípios paraibanos, fruto da reunião realizada no último dia 24 de maio, em Campina Grande.

“O encontro serviu como uma preparação e definições de temas que vamos abordar durante o café da manhã com senadores de deputados, como forma de buscar o apoio de todos para as pautas municipalistas. O presidente Glademir Aroldi buscou fomentar os debates e ouvir as opiniões de cada um sobre projetos que estão tramitando no Congresso Nacional. Buscamos garantir a união dos gestores locais para que não sejam aprovadas mudanças prejudiciais à administração municipal”, destacou George Coelho.

Os presidentes de federações discutiram a Nova Previdência, detalhada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019; e a PEC 376/2009, que unifica as eleições. “Já temos um movimento de todos os Estados, que estão mobilizados, mas precisamos esclarecer sobre a economicidade, por ter só uma eleição, e sobre o alinhamento dos orçamentos. Não podemos continuar fazendo política partidária um ano e política pública no outro”, argumentou Aroldi, a favor da PEC 376/09.

Os presidentes das estaduais presentes concordaram que é necessário apresentar aos parlamentares e à sociedade, estudo fundamentado sobre o prejuízo às transferências voluntárias, que ficam suspensas em ano eleitoral, e o impacto nos gastos não só da União, mas de Estados e Municípios com as campanhas.

Entre os encaminhamentos da reunião, ficou acordado que, nos próximos 15 dias, eles irão continuar mobilizando os parlamentares por Estado em reuniões com as bancadas, com foco nos membros da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), onde o texto aguarda aprovação.

Sobre a previdência, a discussão esteve centrada no impasse da retirada dos Entes estaduais e municipais da proposta. O movimento municipalista é contra essa possibilidade, defendida por alguns parlamentares e líderes partidários.

Reunião com a bancada – Os presidentes de entidades municipalistas também se reuniram nesta quarta-feira (5) com parlamentares federais para debater Nova Previdência, unificação de eleições, cessão onerosa e 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para setembro. “Os parlamentares paraibanos estão engajados nas lutas dos municípios e se posicionarão ao nosso favor”, destacou George.

Presenças – Além do presidente da Famup, George Coelho, estiveram presentes os presidentes da Associação Mineira de Municípios (AMM-MG), Julvan Lacerda; da Federação Goiana de Municípios (FGM), Haroldo Naves; da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota; da Associação dos Municípios do Estado do Amapá (Ameap), Ofirney Sadala; da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Darlan Scalco; da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), Pedro Caravina; da Associação Paulista de Municípios (APM), Carlos Cruz; e da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Antonio Cettolin.

Com Informa Paraíba

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB