PSDB lança pré-candidatura de Pedro Cunha Lima ao Governo da Paraíba e defende combate aos privilégios

O PSDB realizou na manhã desta segunda-feira (20) uma coletiva de imprensa para o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Pedro Cunha Lima ao Governo da Paraíba. No seu discurso, Pedro falou em inovação tecnológica e administrativa para superação de problemas como a fome e a falta de água em regiões da Paraíba. Dentre as propostas apresentadas está o corte de gastos públicos e “benefícios” dos políticos, classificando a granja do governador como “símbolo do atraso”.

“Não é legal um juiz receber em um mês mais de R$ 500 mil, como é o caso do Mato Grosso. Não acho correto um procurador da República ter direito à auxílio-creche num país que menos de 30% das crianças mais pobres têm vaga em creche. Não acho correto deputado reeleito ter direito a auxílio-mudança. Não acho correto a Assembleia Legislativa, com 36 deputados, custar mais do que a nossa Universidade Estadual com uma comunidade acadêmica de mais de 21 mil pessoas. Tem algo errado aí e algo precisa ser feito”, disse.

A escolha do nome de Pedro veio após o anúncio da desistência de Romero Rodrigues (PSD), ex-prefeito de Campina Grande, que decidiu disputar um cargo na Câmara dos Deputados, em Brasília. Além do PSDB, o PTB também é outra legenda que já confirmou pré-candidatura ao Governo do Estado através de Nilvan Ferreira como oposição ao governador João Azevêdo (Cidadania). Nos bastidores da política paraibana, é discutida uma possível união das oposições ainda no primeiro turno.

O evento aconteceu em um hotel em João Pessoa com a participação de lideranças do partido no estado, como o também deputado federal Ruy Carneiro e os deputados Tovar Correia Lima e Camila Toscano, além do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD). O ex-senador Cássio Cunha Lima não esteve presente na ocasião. Segundo Pedro, Cássio vive outro “ciclo de vida” e prefere estar longe da rotina política.

Com ClickPB

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB