Juiz determina que Prefeitura de Campina pague servidores da Saúde em dia e ameaça multa

O juiz Falkandre de Sousa Queiroz, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande, determinou nesta sexta-feira (07) que a Prefeitura de Campina Grande estabeleça um cronograma para pagamento dos salários dos servidores da Saúde até o quinto dia útil do mês seguinte. A decisão atende a uma ação movida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).

De acordo com o magistrado, caso o calendário não seja seguido, a Prefeitura deverá pagar multa diária de R$ 500 por servidor atingido, até o limite individual de R$ 10 mil.

Na decisão, o juiz destacou que a medida é necessária para reverter o quadro de “incerteza financeira” dentro da Secretaria de Saúde, decorrente dos recorrentes atrasos salariais, o que, segundo ele, tem gerado “desconforto e insegurança para os servidores da saúde, categoria essencial para a manutenção da vida e da qualidade de vida da população”.

“O ambiente de incertezas com relação à garantia de recebimento dos vencimentos pelos serviços prestados termina comprometendo a própria qualidade da execução dos serviços de saúde e a sua continuidade. Em se tratando de saúde, direito fundamental e dever do Estado, garantido pelo artigo 196 da Constituição Federal, qualquer descontinuidade ou redução da capacidade e qualidade assistencial acarreta risco iminente à vida e à incolumidade física da população”, afirmou o magistrado.

O juiz ressaltou ainda que o pagamento de salários não representa aumento ou vantagem nova, mas o cumprimento de uma obrigação já existente, decorrente do trabalho prestado pelos servidores.

“Por mais que se alegue que a rede municipal de assistência apresentou um crescimento significativo, a ausência de estabilidade ou garantia financeira inviabiliza o atendimento integral e universal, princípio máximo do SUS, impondo uma urgência atípica para a intervenção judicial”, concluiu.

A decisão foi tomada em meio a uma série de atrasos no pagamento de salários dos servidores da Saúde e atende a uma provocação do Ministério Público da Paraíba.

Na última quinta-feira (06), a Prefeitura iniciou o depósito dos valores referentes ao mês de setembro para os prestadores de serviço, após articulação do prefeito Bruno Cunha Lima (União) junto a senadores e deputados para liberação de emendas parlamentares.

Com Blog do Wallinson Bezerra

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A Operação Mata Atlântica em Pé, deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e órgãos ambientais, aplicou 15 autos de infração por desmatamento ilegal em quatro municípios paraibanos. A ação foi deflagrada entre 17 e 27 de agosto e atingiu mais de 230 héctares.

As multas, que ultrapassaram os R$ 2 milhões, foram aplicadas nas cidades de São Miguel de Taipu, Massaranduba, Alagoa Grande e Alagoinha. Os ilícitos ambientais foram identificados a partir da fiscalização remota e presencial de sete alertas de desmatamento obtidos por sistemas de monitoramento remoto, como o MapBiomas Alerta.

Operação nacional

Nos 17 estados participantes, incluindo a Paraíba, foram mais de 8 mil hectares autuados e as multas ultrapassaram os R$ 100 milhões.

A Operação Mata Atlântica em Pé utiliza informações produzidas por diversos sistemas de monitoramento remoto, entre eles o MapBiomas Alerta, para identificar áreas com indícios de desmatamento ilegal. Com base nesses alertas, equipes de fiscalização realizam verificações remotas e presenciais para confirmar a ocorrência das infrações ambientais e emitir os devidos autos de infração e termos de embargo.

Penalidades

Confirmadas as irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos à aplicação de multas e demais sanções administrativas e a reparação integral dos danos ambientais e climáticos, sem prejuízo na apuração da responsabilidade nas esferas cível e criminal.

As áreas desmatadas ilegalmente também podem sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.

De Olho no Cariri

Com Portal Correio