Presidente da ALPB arquiva pedido de impeachment contra governador e vice da Paraíba

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (PSB), determinou na quarta-feira (26) o arquivamento do pedido de impeachment que havia sido protocolado contra o governador da Paraíba João Azevêdo (Cidadania) e a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) no dia 5 de fevereiro. O pedido tinha sido feito pelo deputado de oposição Wallber Virgolino (Patriotas) e tinha a assinatura de outros 10 deputados.

A decisão do presidente da casa foi embasada pelo parecer técnico da Procuradoria Jurídica da ALPB, “que opina pela rejeição da denúncia e arquivamento do feito, tendo em vista que os autores não juntaram documentos ou provas do alegado”.

O procurador Newton Vita explica no parecer que o deputado não apresentou no pedido, conforme exige a Lei Federal nº 1079/50, documentos que pudessem comprovar as denúncias, nem declaração de impossibilidade de apresentar tais documentos, anexando apenas decisões judiciais sobre a Operação Calvário e acompanhado de uma delação que também não continha material probatório.

Newton Vita também justificou que as assinaturas dos deputados no documento protocolado não eram legíveis, descumprindo uma exigência prevista em lei. Antes mesmo do parecer pelo arquivamento, a proposta já havia sido descartada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O deputado Wallber Virgulino, autor do pedido, afirmou que respeita a decisão, mas já está tomando medidas cabíveis. “A gente que está no jogo da política não se surpreende com nada não. Recebi com naturalidade, mas a gente está adotando outras estratégias e a Assembleia não irá se furtar a analisar. A Assembleia não é um puxadinho do Palácio”, declarou.

Calvário foi justificativa

O deputado Wallber Virgolino afirmava no documento que o impedimento do governador e da vice-governadora se justificava pelos crimes desvelados dentro do processo da Operação Calvário, que resultou na prisão de ex-secretários da gestão de João Azevêdo e também do ex-governador Ricardo Coutinho. À época, o governador João Azevêdo explicou que encara o registro do pedido de impeachment com naturalidade de qualquer processo democrático.

G1 PB

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil