Oposicionista paquera G11, mas nega adesão ao Governo

Integrante da bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba, o deputado estadual Manoel Ludgério (PSD) admitiu, essa semana, durante entrevista, sua simpatia pelo G11, sub-bloco formado dentro da base aliada por parlamentares que lutam por pautas específicas em prol da Paraíba. Ele explicou, contudo, que essa simpatia não significa adesão ao Governo e citou como exemplo o deputado Caio Roberto (PR) que é de oposição, mas compõe o grupo G11 na Casa.

– Pois é. Mas, quem me fez um convite para integrar o grupo do G11 foi o deputado Bosco Carneiro. Tratou comigo, mas não avançou. Se você observar, têm deputados também de oposição lá dentro, como o deputado Caio Roberto. Então, assim, é um grupo bem eclético. E tem a minha simpatia, sim – admitiu.

O fato é que os deputados que integram o G11 na Assembleia Legislativa da Paraíba querem ampliar o agrupamento político e investem em busca de parlamentares da oposição.

O deputado estadual João Bosco Carneiro Júnior confirmou, durante entrevista nesta quarta-feira (14), que convidou o deputado estadual Manoel Ludgério (PSD) para se juntar ao grupo. Bosco disse que ligou pessoalmente para Ludgério e fez o convite

– Deputado Manoel Ludgério é atuante, tem na verdade muitas qualidades e sempre se deu bem com todo mundo na Casa. Fizemos esse convite porque o grupo parlamentar quanto mais fortalecido estiver, mais pode atuar na Casa. Ele ficou de fazer as avaliações políticas dele e estamos aguardando – destacou.

O poder do bloco não se esgota no número de deputados; o novo G11 conta com a simpatia de oposicionistas e governistas que já se colocaram à disposição para debater ações pautadas pelo grupo.

Os parlamentares que integram o bloquinho, que na verdade virou um ‘Centrão’, entendem que não têm necessidade de votar incondicionalmente apenas numa linha, ou seja, com o governo ou contra. São deputados dispostos a analisar e votar os projetos com bom senso e de acordo com suas convicções.

Com PB Agora

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB