No Cariri, Pollyanna Werton defende vice mulher na chapa governista e alerta para risco de composição “machista”

A ex-deputada estadual e ex-candidata à senadora Pollyanna Werton (PP) defendeu, em entrevista à Rádio Serra Branca FM, no Cariri paraibano, o nome de uma mulher na vaga de vice ao lado governador Lucas Ribeiro (PP), sob pena da chapa “ficar machista com quatro homens”. Ela alertou que não basta ser “de um partido poderoso ou ser um nome poderoso” e sugeriu que se “consultem o povo”.

“Adiciona alguém que tenha boa relação com o governo, com a classe politica, mas uma boa relação com povo da Paraíba. Não basta ter só um partido poderoso e ser um nome poderoso. E o povo te quer?”, interrogou.

Pollyanna ressaltou o papel de um vice para o sucesso ou fracasso de uma chapa: Um vice bom eleva a chapa, mas um vice ruim perde a chapa. Eu tenho exemplos em cidades que o prefeito era legal mas o vie era tão ruim que o povo dizia que não votava por conta do vice. Não é o partido, é o que essa pessoa é capaz de dialogar com a Paraíba. Consultem o povo”, sugeriu.

Na defesa por um perfil feminino na chapa, Pollyanna enfatizou que uma mulher serviria para fortalecer o simbolismo e livrar a chapa de um viés “machista”.

“Eu acho que deveria ser uma mulher. Daria uma grande resposta a Paraíba. Olhe como vai ficar machista, os quatro homens. E a gente que é a maioria do eleitorado? Acho que daria um efeito paritário. Olha a chapa de São Paulo, Haddad, Simone Tebet, Marisa e Márcio França. Olhe o simbolismo”, ratificou.

Mais PB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB