No Cariri, Pollyanna Werton defende vice mulher na chapa governista e alerta para risco de composição “machista”

A ex-deputada estadual e ex-candidata à senadora Pollyanna Werton (PP) defendeu, em entrevista à Rádio Serra Branca FM, no Cariri paraibano, o nome de uma mulher na vaga de vice ao lado governador Lucas Ribeiro (PP), sob pena da chapa “ficar machista com quatro homens”. Ela alertou que não basta ser “de um partido poderoso ou ser um nome poderoso” e sugeriu que se “consultem o povo”.

“Adiciona alguém que tenha boa relação com o governo, com a classe politica, mas uma boa relação com povo da Paraíba. Não basta ter só um partido poderoso e ser um nome poderoso. E o povo te quer?”, interrogou.

Pollyanna ressaltou o papel de um vice para o sucesso ou fracasso de uma chapa: Um vice bom eleva a chapa, mas um vice ruim perde a chapa. Eu tenho exemplos em cidades que o prefeito era legal mas o vie era tão ruim que o povo dizia que não votava por conta do vice. Não é o partido, é o que essa pessoa é capaz de dialogar com a Paraíba. Consultem o povo”, sugeriu.

Na defesa por um perfil feminino na chapa, Pollyanna enfatizou que uma mulher serviria para fortalecer o simbolismo e livrar a chapa de um viés “machista”.

“Eu acho que deveria ser uma mulher. Daria uma grande resposta a Paraíba. Olhe como vai ficar machista, os quatro homens. E a gente que é a maioria do eleitorado? Acho que daria um efeito paritário. Olha a chapa de São Paulo, Haddad, Simone Tebet, Marisa e Márcio França. Olhe o simbolismo”, ratificou.

Mais PB

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Presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição como deputado, Hugo Motta (Republicanos) declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições desse ano. Motta confirmou sua posição em entrevista na Paraíba nesta segunda-feira (10).

A fala de Hugo Motta aconteceu na posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

“Iremos declarar esse apoio ao presidente, porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país, então eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, e a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão, de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição”, disse.

O presidente da Câmara Federal disse que como o partido dele, o Republicanos, declarou neutralidade à nível nacional na disputa eleitoral da Presidência da República, isso possibilitou o apoio a campanha de Lula.

“Eu estava aguardando o meu partido se posicionar. O Republicanos, em nível nacional, declarou a posição de neutralidade, ou seja, liberando os diretórios estaduais e os seus membros para apoiar ali a candidatura nacional, quem entender ser a candidatura melhor para o país”, disse.

Decisão do Republicanos

O Partido Republicanos anunciou no dia 4 de agosto que iria adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano.

A decisão foi formalizada na convenção do partido em Brasília e, segundo o presidente da legenda, é um entendimento firmado após a diretoria nacional ouvir a posição de escritórios da legenda em todo o país.

A decisão do Republicanos segue o mesmo posicionamento da federação União Progressistas.

Em nota emitida à época, o partido afirmou que a deliberação foi construída de forma coletiva e levou em consideração o crescimento da legenda nos estados, além das diferentes realidades políticas e alianças regionais formadas ao longo dos últimos anos.

“A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político”, afirmou o Republicanos. Segundo a sigla, a decisão busca preservar a autonomia das lideranças estaduais e a unidade partidária.