Lula volta a fazer críticas ao novo Governo: “Brasil não merece isso”

Em entrevista exclusiva a Folha de S. Paulo e EL País, o ex-presidente Lula afirmou, nesta sexta-feira (26) que ficaria preso por mais cem anos mas não trocaria a dignidade pela liberdade .”Eu tenho um compromisso com esse país”, concluiu.

O ex-presidente voltou a fazer críticas sobre o atual Governo do país e, conforme a Folha, sugeriu que a elite brasileira fizesse uma autocrítica após a eleição de Jair Bolsonaro.  “O que não pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso”, afirma.

Os jornalistas foram recebidos em uma sala preparada pela Polícia Federal, na sede do órgão localizada em Curitiba, onde Lula está preso. Sobre a decisão do ex-juiz e atual ministro Sergio Moro, responsável pela condenação, o ex-presidente reafirma a inocência: “Sei muito bem qual lugar que a história me reserva, e sei também quem estará na lixeira”.

Recentemente o ex-presidente Lula teve a pena revisada pela 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a condenação pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no caso do tríplex do Guarujá, foram mantidas, mas a pena foi reduzida para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

Após sete meses de disputa judicial, a decisão foi revista pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que autorizou os dois veículos de comunicação a entrevistarem o ex-presidente, preso há um ano.

Com Mais PB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB