Famup entrega manifesto pela prorrogação de mandatos de prefeitos

O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho, participa hoje da reunião do Conselho Político da Confederação Nacional dos Municípios em Brasília, ocasião em que entregará o manifesto da Paraíba em defesa da unificação das eleições no país, o que implicaria na prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores dos municípios que têm eleições previstas no calendário para o próximo ano. O documento é firmado por políticos de 210 municípios paraibanos, do total de 223, e conta com o apoio de deputados federais, estaduais e senadores.

A Proposta de Emenda Constitucional 56/2019, que sugere a unificação das eleições no País, continua tramitando na Câmara dos Deputados, mas a própria classe política está dividida quanto à oportunidade ou não da adoção da medida de prorrogação de mandatos. A PEC se encontra pronta para ser votada no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, contando com o parecer favorável e pela constitucionalidade da matéria do relator, deputado Valtenir Pereira, do MDB do Mato Grosso. A Proposta de Emenda Constitucional prevê a extensão dos mandatos dos vereadores e prefeitos para que, a partir de 2022, as eleições municipais e gerais sejam unificadas.

A iniciativa partiu do deputado Rogério Peninha Mendonça, do MDB de Santa Catarina. A proposta cancela o pleito de 2020 e com isso os brasileiros iriam às urnas dois anos depois para votar para presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador. Além do debate sobre a unificação das eleições, os representantes das entidades municipalistas também vão debater a reforma da Previdência e a Lei das Associações. George Coelho, ao defender a prorrogação, aludiu a dificuldades enfrentadas pelos municípios e disse que se for preciso irá acampar no Ministério da Economia para cobrar o que é de direito aos municípios, além de fazer vigília no Supremo Tribunal Federal para que a liminar dos royalties do petróleo seja aprovada.

Com Os Guedes

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB