Ex-prefeito de Soledade afirma que ruptura com o atual gestor não foi motivada por “boicote e conspiração”

O ex-prefeito de Soledade, Ivanildo Gouveia (PR) que anunciou oficialmente na última quarta-feira (17) o afastamento de seu grupo político do atual gestor, Geraldo Moura (PP) afirma que a ruptura com o atual prefeito não foi motivada por “boicote e conspiração” como tem dito Geraldo Moura.

Em nota publicada em suas redes sociais, Ivanildo explicou os motivos que o levaram a tomar a decisão de rompimento com Geraldo. Na Nota, o ex-prefeito alega que não concordou com o fato de Geraldo não buscar se defender, ao tempo em que luta para impedir as investigações em desfavor das graves acusações que lhe são imputadas.

Da investigação contra Geraldo Geraldo Moura é investigado por corrupção em seu governo pelo Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e, a partir da última segunda-feira (15) pela Câmara de Vereadores do Município, que sob a determinação da Juiza da Comarca de Soledade, Rosimeire Ventura Leite colocou em pauta uma denúncia de corrupção e instalou uma comissão processante contra o prefeito.

Confira na íntegra a nota divulgada pelo ex-prefeito. Nota à sociedade soledadense

“Lamento muito que o prefeito que nós elegemos não tenha ouvido os conselhos sinceros de homens e mulheres de bem para que em tempo próprio fizesse a correção dos erros, e assim, mudasse os rumos de seu governo. Ao contrário, preferiu continuar cometendo-os, inclusive colocando “a sujeira embaixo do tapete”, algo que não concordei, pois sempre fui a favor da transparência, e por essa razão, defendi junto com o meu grupo político que o prefeito deveria buscar se defender ao invés de ficar tentando impedir as investigações em desfavor das graves acusações que foram apresentadas a sociedade soledadense nestes últimos meses. Pois bem, neste momento, informo ao Povo de Soledade que estarei reunindo o meu grupo político para tomar a decisão de afastamento do atual governo municipal; neste sentido, anuncio que nas próximas horas, ao lado de amigos e amigas faremos um pronunciamento público com transmissão ao vivo através da redes sociais para anunciar a referida DECISÃO”.

Soledade, 17 de abril de 2019. José Ivanildo Barros Gouveia Ex-prefeito de Soledade.

De Olho no Cariri

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB