Como atuará a bancada da PB na votação da PEC da Transição

Dos 12 deputados federais paraibanos, pelo menos cinco deles – Damião Feliciano, Gervásio Maia, Julian Lemos, Frei Anastácio e Wilson Santiago – devem dar aval de cara à aprovação da PEC da Transição, que vai garantir aumento real do salário mínimo e a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600, a partir de janeiro.

Já Aguinaldo Ribeiro, Hugo Motta e Edna Henrique – a deputada não disputou a eleição este ano – devem aguardar se Progressistas e Republicanos vão liberar as bancadas. Os dois partidos apoiaram a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), que perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Presidente do PL na Paraíba, o deputado federal Wellington Roberto já se anunciou oposição ao petista. Nos bastidores, tem dito que não dá para votar contrário aos R$ 600, de olho nas eleições municipais de 2024.

Efraim Filho, coordenador da bancada e senador eleito, Ruy Carneiro e Pedro Cunha Lima também são incógnitas em relação à PEC. Devem esperar posicionamento do PSDB e do União Brasil. 

A PEC da Transição entra na pauta da Câmara Federal esta semana. Para ser aprovada, tal qual veio do Senado, precisa de 308 votos. Há quem diga que passará sem maiores intercorrências e também quem acredite que, sem mexer, vai demorar.

Com Sony Lacerda

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) apontou, nesta segunda-feira (10), a existência de pressão política, via Tribunal de Contas da União (TCU), contra o presidente Lula (PT) para obrigá-lo a interferir nas deliberações do PT da Paraíba e reverter va aliança do partido com o governador Lucas Ribeiro (PP) na disputa pela reeleição.

“O que a gente sabe é que tem uma pressão, se utilizando o Tribunal de Contas da União, para pressionar o presidente da República, para que o presidente da República interfira no partido”, denunciou o deputado.

Aguinaldo, porém, frisou acreditar que Lula não vai se submeter à “chantagem”. “Eu não acredito que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se submeta a chantagem de quem quer que seja”, complementou Aguinaldo.

O Tribunal de Contas da União é presidido pelo ministro Vital do Rêgo Filho, irmão do senador Veneziano Vital (MDB). Em fevereiro deste ano, a senadora Daniella Ribeiro (PP), na Rede Mais, acusou ‘Vitalzinho’, como é conhecido, de “chantagear” o presidente Lula em troca do apoio político do presidente ao seu irmão.