Aguinaldo Ribeiro denuncia uso do TCU e pressão a Lula para reverter aliança do PT na Paraíba

O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) apontou, nesta segunda-feira (10), a existência de pressão política, via Tribunal de Contas da União (TCU), contra o presidente Lula (PT) para obrigá-lo a interferir nas deliberações do PT da Paraíba e reverter va aliança do partido com o governador Lucas Ribeiro (PP) na disputa pela reeleição.

“O que a gente sabe é que tem uma pressão, se utilizando o Tribunal de Contas da União, para pressionar o presidente da República, para que o presidente da República interfira no partido”, denunciou o deputado.

Aguinaldo, porém, frisou acreditar que Lula não vai se submeter à “chantagem”. “Eu não acredito que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se submeta a chantagem de quem quer que seja”, complementou Aguinaldo.

O Tribunal de Contas da União é presidido pelo ministro Vital do Rêgo Filho, irmão do senador Veneziano Vital (MDB). Em fevereiro deste ano, a senadora Daniella Ribeiro (PP), na Rede Mais, acusou ‘Vitalzinho’, como é conhecido, de “chantagear” o presidente Lula em troca do apoio político do presidente ao seu irmão.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB