Com votos de paraibanos, Câmara aprova voto secreto na PEC da Blindagem

A Câmara dos Deputados restabeleceu na tarde desta quarta-feira (17) o dispositivo do voto secreto na PEC da Blindagem, por meio de uma articulação no regimento feita pelo Centrão. Nessa terça, a proposta havia sido rejeitada, mas foi trazida de volta ao plenário e aprovada com 314 votos, incluindo os de deputados federais paraibanos.

A mudança revoga a decisão votada ontem, quando o dispositivo previa votação secreta para autorizar processos criminais contra deputados e senadores. O trecho foi recolocado no texto com o apoio de líderes partidários, numa sessão realizada com quórum mais elevado.

O Congresso passará a ter poder de veto sobre o início de ações penais contra parlamentares, que só poderão ser processados com autorização da respectiva Casa (Câmara ou Senado). A votação para conceder ou negar essa autorização será secreta e deverá ocorrer no prazo de até 90 dias.

Como votou a bancada paraibana?

O texto foi aprovado com o apoio de oito deputados paraibanos: Aguinaldo Ribeiro, Cabo Gilberto Silva, Damião Feliciano, Hugo Motta, Mersinho Lucena, Murilo Galdino, Romero Rodrigues, Wellington Roberto e Wilson Santiago, que anteriormente votou contra.

Apenas Luiz Couto, Gervásio Maia e Ruy Carneiro foram contrários à votação secreta.

De Olho no Cariri

Com MaisPB

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A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri