Bruno vê como “natural” assédio de partidos a Romero e dá a senha para 2024

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), se manifestou sobre as declarações do ex-gestor da cidade e aliado, Romero Rodrigues (Podemos), sobre a possibilidade de ficar fora do palanque nas eleições municipais de 2024.

Em tom otimista, o gestor da cidade minimizou as falas do deputado federal sobre análise de cenário político para decidir quem vai apoiar para a prefeitura da Rainha da Borborema e classificou como natural uma possível aproximação entre o ex-prefeito e partidos do bloco governista. 

“Quem é que não vai analisar o cenário? Todos nós vamos. A gente tá vendo algumas movimentações, inclusive de pessoas que estão na política de fora, fazendo suas bolsas de apostas. Eu vejo com muita naturalidade que Romero seja cortejado. Qual partido não quer ter um deputado federal com a envergadura e representatividade que Romero tem, com histórico que ele tem? Cinco ou seis partidos já me fizeram convites para filiação. Qual partido não quer ter um prefeito de uma cidade como Campina Grande?”, disse Bruno Cunha Lima, em entrevista ao Programa 60 minutos, da Rádio Arapuan, nesta segunda-feira (22).

Com ou sem Romero, Bruno tem buscado aumentar o espectro de alianças visando as eleições de 2024. O gestor recentemente tem se aproximado de Veneziano Vital (MDB), que é vice-presidente do Senado Federal. 

“Eu não entendo que a gente não possa estabelecer um diálogo na cidade, porque, por exemplo, Daniella fazia oposição a Romero. Nas eleições encontraram um consenso e Enivaldo saiu como candidato a vice-prefeito. Não tem dez dias que Romero foi ao gabinete de Veneziano despachar assuntos de interesse da Paraíba. Romero sempre foi conhecido como um homem que tem muita capacidade de diálogo. Eu disse ao governador João Azevedo quando tomei um café com ele na granja. Militamos em campos opostos. Todo mundo sabe que eu atuo num campo político diferente. Mas isso não impede de dialogar. Porque institucionalmente, querendo ou não, ele é o governador. Gostando ou não, eu sou o prefeito de Campina Grande hoje. Existe uma responsabilidade que vai além do gosto pessoal”, afirmou. 

Por fim, o prefeito de Campina Grande se mostrou aberto a fazer novas alianças e ressaltou a importância política da cidade dentro da política estadual.

“Na política ninguém precisa casar não, basta se respeitar. Campina Grande é a cidade mais importante do interior do Nordeste, a gente tem uma demanda de saúde que atende praticamente o estado inteiro, vem gente do Brasil inteiro estudar nas nossas universidades. Quanto mais gente contribuindo, melhor para a cidade. Não vejo impeditivo para que a gente não possa focar na cidade”, completou o gestor.

Mais PB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB