Vereadora achada morta ao lado de namorado não queria mais pagar as contas dele, diz amiga

Em depoimento à polícia, uma das amigas de Yanny Brena, vereadora de Juazeiro do Norte (CE) achada morta ao lado do namorado na última sexta-feira (3), afirmou que Yanny já tinha expressado que não queria continuar pagando as despesas de Rickson Pinto, namorado também encontrado morto.

A reportagem da TV Verdes Mares Cariri, afiliada da TV Globo, teve acesso ao depoimento da amiga de Yanny Brena, uma das 17 pessoas ouvidas pela polícia para elucidar o caso. A principal suspeita é de que Yanny tenha sido vítima de feminicídio por Rickson, e ele se suicidou em seguida. A polícia também apura se Yanny havia tentado terminar o relacionamento com Rickson dias antes das mortes.

“Yanny relatou que não queria mais ficar pagando as contas de Rickson; que nunca dividia as despesas do casal, ela sempre arcava com tudo”, traz o depoimento da amiga à polícia.

Ainda conforme o depoimento, a conversa sobre os gastos de Yanny no relacionamento teria acontecido com a amiga duas semanas antes das mortes.

Yanny era médica, além de vereadora pelo PL e presidente da Câmara de Juazeiro do Norte. Rickson se intitulava como atleta de vaquejada, mas não possuía uma ocupação fixa, conforme as investigações. O casal estava junto desde 2020.

Tentativa de término

Um dos pontos investigados pela polícia é se Yanny Brena tentou terminar o relacionamento com Rickson Pinto dias antes das mortes.

Conforme informações repassadas por uma fonte da polícia à TV Verdes Mares Cariri, desde domingo (26) a vereadora tentava encerrar o relacionamento, porém Rickson não aceitava o término.

O casal estava junto desde 2020 e morava na casa da vereadora, no Bairro Lagoa Seca, onde os corpos foram encontrados.

De acordo com Carlos Gilvan, tio da vereadora, os pais dela eram contra o namoro. “Ela saiu de casa com esse rapaz e o pai e a mãe não aceitavam esse relacionamento”, disse o tio da vítima.

Investigação

A TV Verdes Mares Cariri, afiliada da TV Globo, também apurou junto aos policiais envolvidos no caso que Yanny tinha marcas de agressão e de defesa, o que aponta para luta corporal.

A suspeita da polícia é que a vereadora foi vítima de esganadura e depois teve um suicídio forjado com uma corda pelo namorado, que se matou em seguida. A causa das mortes deverá ser divulgada apenas após conclusão do laudo da perícia.

Os depoimentos das testemunhas estão auxiliando na apuração da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Juazeiro do Norte, que investiga o caso.

Com G1 Ceará

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB