Presos suspeitos de participarem da morte de dois funcionários da prefeitura de Cubati

Uma operação integrada de forças de segurança foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (8) e prendeu cinco suspeitos de participarem da morte de Jodeildo João de Souza, de 55 anos, e Francinaldo da Silva, de 37 anos, funcionários da prefeitura de Cubati, no Curimataú da Paraíba, mortos em 18 de abril. As vítimas estavam trabalhando no momento em que foram mortas.

Segundo a Polícia Civil, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão no município de Cubati, e dentro da operação cinco pessoas foram presas. A operação foi realizada pelas polícias Civil e Militar, Grupo de Operações Especiais (GOE), Delegacia de Roubos e Furtos e Delegacia de Homicídios.

Ainda segundo a Polícia Civil, a motivação do crime teria sido devido a uma questão trabalhista. Francinaldo havia entrado com uma ação trabalhista contra uma pessoa e nesta ação trabalhista a vítima teria ganhado a causa, tendo de receber uma indenização avaliada em R$ 40 mil, e que parte deste valor já havia sido pago.

As investigações policiais ainda evidenciaram que o crime foi arquitetado apenas para executar Francinaldo, e que Jodeildo morreu em decorrência do tiroteio, não tendo nenhum envolvimento com o caso.

ENTENDA O CASO

Em 18 de abril, Jodeildo João de Souza, de 55 anos, e Francinaldo da Silva, de 37 anos, foram mortos a tiros durante um ataque. Eles eram funcionários da prefeitura da cidade e estavam trabalhando quando foram mortos.

De acordo com a Polícia Civil, dois homens chegaram armados no sítio Golpe D’água, na zona rural de Cubati, no Curimataú da Paraíba, e atiraram contra os trabalhadores.

De acordo com a delegada Mairam Moura, que investigou o caso, o secretário de Agricultura de Cubati, Juscelino Batista da Costa, e outro funcionário também estavam no local, mas conseguiram fugir do local sem serem atingidos.

De Olho no Cariri

Com G1 PB/ foto capa:  Foto: Divulgação/Ascom PCPB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB