NO CARIRI: Polícia Civil desarticula ‘braço’ forte de facção criminosa do Rio de Janeiro

A Polícia Civil da Paraíba tirou de circulação mais um chefe do crime organizado no estado. Desta vez, o alvo foi responsável por vários assassinatos ocorridos em janeiro deste ano em João Pessoa, durante guerras entre facções. O criminoso entrou em confronto com policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) na manhã desta segunda-feira, 20 de março, no município de Alcantil, Cariri da Paraíba, foi atingido e não resistiu aos ferimentos.

Denominada Operação Hades, a investigação contou com a participação da Delegacia de Roubos e Furto de Veículos e Cargas da capital (DRFVC) e a Polícia Civil de Pernambuco. Eduardo Ferreira dos Santos, conhecido como “Dudu da Morte”, costumava viajar para o Rio de Janeiro, onde participava de uma espécie de “treinamento do crime organizado”. No seu último retorno à Paraíba, ele assumiu o posto de representante – em território paraibano – da facção criminosa que predomina no RJ.

“A partir daí, ele passou a ser ‘linha de frente’ na guerra entre facções em João Pessoa, no início deste ano, cometendo vários homicídios na capital do estado. A logística dele era cometer os crimes em João Pessoa e se refugiar em uma propriedade na zona rural de Alcantil. Podemos dizer, sem sombra de dúvidas, que até o momento esta é a desarticulação mais importante do ano para a Paraíba, no contexto de segurança pública”, disse o delegado Diego Beltrão.

Presídios federais

‘Dudu da Morte’ tinha extensa ficha criminal e era muito conhecido das polícias e da justiça. Em 2012, ele foi transferido para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e dois anos mais tarde passou a cumprir pena no presídio federal de Campo Grande (MS), devido ao seu grau de periculosidade.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB