Médico paraibano é confundido com bandido e tem carro metralhado pela polícia

O médico paraibano, Dr. Arthur Benozzati, conhecido como Dr. Colágeno, foi confundido com bandido e teve seu carro metralhado pela polícia na madrugada de ontem (16). O médico e seu companheiro, Clayson Benozzati, contaram que ficaram assustados com a crise de segurança no Rio Grande do Norte e decidiram vir para a Paraíba. 

Já próximo ao destino, próximo a cidade de Currais Novos, como já eram  4h30 da manhã e o restante da estrada era de barro, eles pararam em frente a uma casa e depois em uma praça próxima para descansar e esperar o dia nascer para seguir caminho. No momento estava chovendo. 

Enquanto descansavam dentro do veículo, um outro carro bateu com muita força na traseira deles. Devido a pouca iluminação no local, eles não perceberam que o carro que bateu neles era da Polícia, por isso, temendo serem assaltados, fugiram. Eles se dirigiram para o Centro da cidade em busca de ajuda. 

Quando perceberam que o carro que os seguia se tratava de uma viatura, pararam o veículo imediatamente. No Boletim de Ocorrência, as vítimas alegaram que não ouviram nenhuma sirene. 

“Os policiais bateram no carro, mas como estávamos dormindo e eles pararam por trás , pensávamos que já era bala de bandido. Então liguei o carro e sai rápido”, narrou Clayson Benozzati, que também estava no carro. 

Ainda segundo  Clayson Benozzati, o policial falou que havia sido apenas uma batida no carro, mas depois eles viram as marcas de disparos no veículo. “Foi estrondoso. Eles ficaram escondidos atrás do carro, como íamos saber se eram policiais?”, questionou. Ele fez questão de enfatizar que acordaram atordoados e por isso fugiram. “Foi um erro duplo [deles e da polícia], motivado por tensão”, concluiu.

O casal registou um Boletim de Ocorrência e ainda se recupera do susto. “Estamos abalados né? Quase morremos . Foi por um tris”, relatou.

Click PB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB