Gaeco deflagra operação contra pirâmide financeira em três cidades da Paraíba

Equipes do Grupo de Operações contra o Crime Organizado (Gaeco) cumprem mandados em endereços de João pessoa e nas cidade de Conde e Arara, na Paraíba. Um dos endereços onde há cumprimento na capital é no bairro do Altiplano, na capital paraibana.

A ação corresponde a operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais, através da 8.ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre e do GAECO, e a Polícia Militar de Minas Gerais. Integram também o Ministério da Justiça, da Polícia Civil de Goiás, e dos Ministérios Públicos (GAECOS) dos Estados de Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Bahia, Alagoas, Goiás, Maranhão, Rondônia, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

De acordo com o Ministério Público de Goiás, a operação é denominada de “Black Monday”, que visa “desbaratar organização criminosa voltada para a prática de crimes de ‘pirâmide financeira’, crimes contra relações de consumo e de lavagem de dinheiro”.

A apuração iniciada em maio de 2020 recolheu indícios de que, através dos sites “Aprenda Investindo” e “Investing Brasil”, centenas de pessoas, na expectativa de realizar investimentos financeiros  foram direcionadas para as corretoras “VLOM” e “LBLV”. Desta forma, as vítimas realizavam transferências bancárias para diversas pessoas jurídicas e os valores não eram revertidos  no desejado investimento.

“Ao contrário, o dinheiro das vítimas, conforme até o momento apurado, era convertido em “Bitcoins” e em bens de alto valor”, diz o texto.

Vítimas

Estima-se que, entre os anos de 2019 e 2020, o número de vítimas seja superior a 1.500 pessoas – as quais teriam perdido a quantia de, ao menos, R$ 60 milhões.

Foram cumpridos um total de vinte e nove mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão.

Reforço

Participaram da operação 26 Promotores de Justiça, 42 servidores dos Ministérios Públicos, 20 Delegados de Polícia, 91 Agentes da Polícia Civil, 30 Policiais Militares, dois Peritos e nove Policiais Rodoviários Federais.

Ainda de acordo com o Ministério Público, após o encerramento das diligências serão divulgados o número de pessoas efetivamente presas, inclusive em razão de flagrante, e dos bens apreendidos para reparação dos danos causados às vítimas.

De Olho no Cariri

Portal T5 / Foto: Ewerton Correia / RTC

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil