Foragidos, donos da Braiscompany se pronunciam e citam condição para se apresentarem

Após quase três meses foragidos da Polícia Federal, o casal Antônio Neto e Fabrícia Ais resolveu se pronunciar por meio de um advogado de defesa. Conforme apurou o ClickPB, durante uma matéria exibida pela RecordTV, o advogado Santiago Schunk informou que os emprésarios paraibanos aguardam o reconhecimento da ilegalidade do pedido de prisão. 

“Antônio Neto e Fabrícia estão aguardando o reconhecimento da ilegalidade da prisão deles, para se apresentarem e esclarecerem todos os fatos. É apenas isso que eles estão aguardando. Nós temos notícias de grandes empresas que recentemente faliram, quebraram, e você não nota nenhum sócio mendigando, pedindo empréstimo. Ao contrário, o empresário ele sempre acredita que a empresa no dia seguinte vai ter um dia melhor que no dia anterior” citou o advogado.

Na noite do último domingo (07) a revista eletrônica Domingo Espetacular trouxe uma reportagem investigativa de mais de 10 minutos sobre o golpe da empresa de criptomoedas campinense. Ao longo do conteúdo, além o advogado de defesa também citou que o pedido de prisão é abusivo e negou que o casal usou o dinheiro dos investidores para ostentar uma estilo de vida luxuoso 

Na reportagem também é destacada a suposta pirâmide financeira, que teria movimentado R$ 2 bilhões de reais. Para isso, foi explicado como o casal proprietário da empresa, Antonio e Fabrícia Ais, passavam uma imagem de casal bem sucedido, e investiam na divulgação de suas ações. O material traz, além dos depoimentos de pessoas ligadas à área jurídica e investidores, a de um segurança, que acompanhou de perto a vida de luxo do casal. 

Click PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB