Dinheiro de propina foi lavado na reforma da casa de filha de Temer, diz PF

Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal demonstram que há fortes indícios de que a reforma no apartamento de Maristela Temer, filha do ex-presidente Michel Temer,foi feita com dinheiro de propina. Temer foi preso na manhã desta quinta-feira (21) após ser abordado por policiais federais na rua, em São Paulo.

A quantia usada na reforma, segundo a Polícia Federal, teria sido recebida por dois operadores financeiros de Michel Temer, João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, e Maria Rita Fratezi, em nome do presidente, diretamente na empresa Argeplan.

Maria Rita era responsável pela reforma da casa e teria pedido a Maristela que fizesse os pagamentos em dinheiro.

De acordo com a PF, um diálogo de 2014, interceptado com autorização judicial, deixa clara a ligação entre os citados:

Maria Rita Fratezi – “Olá Maristela te enviei por mail, os descontos da indusparquet. Bj. Rita.

Maristela – Ok. Passo para o papai?

Maria Rita Fratezi – Passei os preços para João, que disse que vai aprovar com ele. Fica bem assim?

Maristela – Claro! Obrigada.”

Maristela, em depoimento na Polícia Federal, afirmou que o valor da obra foi de R$ 700 mil, porém sem apresentar quaisquer comprovantes das obras. No entanto, segundo a PF, as notas fiscais emitidas pelos fornecedores ultrapassaram R$ 1, 2 milhão. O custo final orçado ficou em R$ 1,6 milhão.

Com G1

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1