Grupo político de Hugo Motta demonstra incômodo com apoio de Lula a Veneziano

O grupo político do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), demonstrou incômodo com vídeo em que o presidente Lula presta apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB).

O pai de Motta e ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, é pré-candidato ao Senado e Veneziano é tido como seu principal adversário.

Embora duas vagas estejam em disputa neste ano, o ex-governador da Paraíba João Azevedo também é pré-candidato e tem se saído melhor nas pesquisas devido à alta aprovação no estado. A disputa, portanto, estaria concentrada na segunda cadeira.

A aliados, Motta disse que “gratidão e respeito ninguém cobra” e reclamou que a relação com o PT é difícil, com divergências mesmo dentro do partido.

Anteparo contra ‘pautas-bomba’

Se, de um lado do Congresso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem dificultado as pautas para o governo Lula, Motta tem sido uma ancoragem importante para o Planalto.

Além de aprovar a PEC que acaba com a escala 6×1, uma das principais bandeiras do governo, o presidente da Câmara já disse que irá segurar as chamadas “pautas-bomba”, com impacto fiscal bilionário para as contas públicas.

Em conversas reservadas, Motta se queixou do vídeo do presidente Lula e disse que o chefe do Executivo “talvez ainda precise dele”.

“Esperamos um gesto [do governo], não veio”, disse a interlocutores.

Após publicar o vídeo nas redes sociais, Veneziano deletou a publicação. Como os registros de candidatura ainda não foram oficializados e o período de campanha não começou, a divulgação poderia ser considerada propaganda antecipada, com consequências eleitorais.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB