Delegado revela que pistoleiro foi contratado por R$ 300 mil para matar prefeito paraibano

O delegado Cristiano Jacques revelou na tarde desta quinta-feira (20), que o pistoleiro preso na operação Ponto Final encomendou a morte do atual prefeito de Piancó, Daniel Galdino de Araujo Pereira, e a ex-prefeita, Flávia Serra Galdino, pelo valor de R$300 mil reais.

De acordo com o delegado Cristiano Jacques, a motivação seria por briga de poder político em Piancó, já que o mandante é pai de uma ex-vereadora do município. “O prefeito atual é presidente do partido e ingressou com uma ação de impugnação do mandanto da filha do mandante, que era vereadora no município de Piancó, e essa ação foi julgada procedente e ela perdeu o mandato”, afirmou o delegado.

O pistoleiro e mais cinco pessoas foram presos durante a Operação Ponto Final, deflagrada nesta quinta-feira (20), no município de Piancó, no Sertão da Paraíba. Ainda de acordo com o delegado Cristiano Jacques, além de envolvimento no planejamento da morte do prefeito e da mãe, essas pessoas fazem parte de um grupo criminoso suspeito de planejar assassinatos de outras pessoas na região.

O objetivo da operação é reprimir e desestruturar uma organização criminosa que era responsável pela execução de pessoas na região. Segundo a Polícia Civil, a ação teve que ser antecipada para evitar a execução do atual prefeito de Piancó e da ex prefeita do município.

A operação contou com mais de 100 policiais das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Ministério Público da Paraíba (Promotoria de Piancó e GAECO). A investigação apurava a execução de Geraldo Erima Leite, que foi assassinado no dia 17 de julho de 2020, por dois pistoleiros a mando da mesma pessoa que planejava matar o atual prefeito e ex prefeita de Piancó. Outras pessoas estão sendo investigadas por possíveis ligações com o grupo.

ClickPB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB