DELAÇÃO PREMIADA: Após depoimento de ex-prefeito de Camalaú, Gaeco vai investigar denúncia de propina no Detran

O depoimento do ex-superintendente do Detran-PB e ex-prefeito do município de Camalaú, na Paraíba, Aristeu Chaves de Sousa ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) vai impulsionar a criação de uma força-tarefa, no âmbito da Operação Calvário, para apurar relatos de pagamento de propina em contratos firmados com o Detran.

A força-tarefa será composta pelo Gaeco, Detran e equipes da Polícia Civil.

O depoimento, cujo conteúdo tem sido mantido sob sigilo, contaria com o relato de negociações e cobrança de propina para a contratação de empresas responsáveis por serviços de vistoria, parcelamento de dívidas e registro de contrato.
Entre os citados está o empresário Pietro Harley. Ele teria (conforme o material entregue ao Gaeco) atuado como uma espécie de intermediador nos casos.

Pietro foi preso com a deflagração da 11ª e 12ª fases, juntamente com Edvaldo Rosas e de Coriolano Coutinho.

Em nota, a assessoria do Detran  disse que o órgão está colaborando com o Gaeco e com todas as demais autoridades que porventura requisitam informações. Recentemente o comando do órgão, no Estado, passou por mudanças.

De Olho no Cariri

Com Polêmica PB

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil