Grupo de jovens agride ferozmente professor serra-branquense e principal suspeita do crime é homofobia

EXCLUSIVO: Na tarde desta segunda-feira (17) um caso de agressão com requintes de crueldade a um professor foi registrado na cidade de Serra Branca, no cariri paraibano. O fato gerou uma grande revolta em toda a sociedade e nas redes sociais o apelo é um só: justiça e mais respeito.

Segundo informações colhidas pelo portal De Olho no Cariri, o conhecido professor de espanhol Luiz Carlos Rodrigues Alves foi agredido covardemente por um grupo de pessoas. Ele teve parte de sua roupa retirada e foi violentado por todo o corpo, tendo que ser socorrido às pressas para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

Segundo depoimento preliminar da vítima às autoridades policiais, a agressão foi praticada por quatros homens numa localidade conhecida como “Beco das Vertentes”, município de Serra Branca. A vítima chegou a desmaiar no local e só conseguiu fugir, pois um carro passou pelo local e afugentou os agressores.

Luiz Carlos chegou a reconhecer dois dos suspeitos de participação no crime e um deles foi detido imediatamente pela polícia. Trata-se de Joseph Morone, que está detido desde a noite de ontem.

Segundo a polícia, os criminosos responsáveis pelo ato estavam em seu carro e as informações foram repassadas por populares. Morone foi ainda reconhecido pela vítima, mas negou ter participado da agressão. Ele disse que apenas levou alguns amigos em seu carro, mas não sabia que era esta a intenção deles.

O outro acusado reconhecido pela vítima se encontra foragido e a polícia está investigando todos os participantes da covarde agressão.

Ainda não se sabem os reais motivos que teriam levado ao ato brutal de violência, mas no dia de ontem um vídeo viralizou nas redes sociais envolvendo a vítima, Luíz Carlos, fazendo atos obscenos em praça pública. A polícia investiga se a agressão se deu por homofobia, num ato de hostilização ao gesto da vítima no dia anterior, ou se havia outra causa motivadora.

Os agressores poderão responder judicialmente pelos crimes de tentativa de homicídio, homofobia e tortura.

O professor Luiz Carlos se encontra no Hospital de Trauma de Campina Grande e seu estado de saúde é estável. A vítima estava consciente, mas segundo o médico que o acompanhou junto ao Samu de Serra Branca, ele teve uma forte queda de pressão e está bastante machucado.

De responsável pelo ato obsceno em via pública, Luiz Carlos passou a vítima de uma agressão injustificável. A população espera punição para ambos os casos, mas quer principalmente que os responsáveis pela agressão sejam punidos na proporção da covardia de seu ato.

De Olho no Cariri

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil