Combate aos crimes ambientais resulta em apreensões de armas e aves no Cariri

Um balanço divulgado pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb) da PM mostra que 2.123 animais silvestres foram apreendidos na Paraíba, nos últimos dois meses, o que revela um crescimento em mais de 1.000% do número de apreensões. O rigor no combate ao tráfico principalmente das aves silvestres, que afeta várias espécies, faz parte dos objetivos do BPAmb.

Na manhã do domingo, militares da 2ª Companhia de Policiamento Ambiental apreenderam seis armas de caça e algumas aves silvestres abatidas. Na situação, um grupo de homens foi abordado no município de Caturité, praticando atividade de caça sem a devida autorização legal. Os suspeitos e o material apreendido foram entregues na Delegacia de Queimadas.

O comandante do Batalhão de Polícia Ambiental, tenente-coronel Melquisedec Lima, disse que as ações serão reforçadas ainda mais nos próximos meses. “O meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito dos brasileiros, previsto inclusive em nossa Constituição Federal, e estaremos reforçando ainda mais as ações para proteger a fauna e a flora paraibana. O trabalho dos valorosos policiais que fazem parte do BPAmb resultou na apreensão 2.123 animais silvestres, outros 370 foram resgatados, tivemos 57 armas de fogo usadas em crimes ambientais retiradas de circulação, 63 presos e 136 autos de infração aplicados”, destacou.

Ainda no período dos últimos dois meses, a unidade realizou 27 operações para combater crimes ambientais, sendo a grande maioria para preservar a fauna contra a criação, caça e venda ilegais de animais silvestres, em várias cidades paraibanas.

Outro trabalho que vem sendo intensificado pelo Batalhão de Polícia Ambiental é a fiscalização contra o desmatamento e a extração ilegal de minerais. A proteção ao bioma Mata Atlântica e a Caatinga, que são patrimônios não só da Paraíba, mas do Brasil, conta também com ações de conscientização da população, que, após passar o período da pandemia do novo coronavírus, serão reforçadas pela equipe de educação ambiental do BPAmb.

Resultados das ações dos últimos dois meses – 63 presos por crimes ambientais; 57 armas de fogo apreendidas; 2.123 animais silvestres apreendidos (criados ou vendidos sem autorização); 370 animais resgatados (encontrados fora de seu habitat natural); 136 autos de infração lavrados; e R$ 430.919,80 em multas aplicadas.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil