Mulheres da zona rural contribuem para o desenvolvimento local no Cariri Paraibano

Renda-Renascença-O projeto “Semeando Cidadania no Semiárido Paraibano”, desenvolvido pela Cunhã Coletivo Feminista no Cariri da Paraíba, tem potencializado a cidadania das mulheres rurais para que elas incidam em espaços de controle social para a garantia de direitos e o acesso às políticas e serviços sociais básicos, promovendo melhorias na qualidade de vida destas comunidades.

Nesta ação as mulheres são fortalecidas como sujeitos políticos, que têm poder de promover mudanças nas comunidades onde vivem e produzem. Desde que o projeto foi implantado, em janeiro de 2015, as mulheres participam de formações e espaços de aperfeiçoamento das suas capacidades técnicas, que dialogam com uma convivência baseadas nos princípios da justiça socioambiental na região, considerando as pessoas e o ambiente em que vivem, a partir de uma lógica não exploratória e que considere  as mulheres, suas famílias e comunidades como centrais para o desenvolvimento local.

Dentro da ação específica do projeto, que conta com apoio do Oi Futuro, depois da formação sócio-organizativa, ambiental e política, foram feitos planos de ações para a melhoria de questões especificas nas comunidades envolvidas. A partir de outubro, os grupos produtivos de mulheres partem para a execução dos planos comunitários construídos coletivamente entre as mulheres, associações, escolas e outros sujeitos locais. Como por exemplo, a articulação e construção de um plano para a aquisição da sede do grupo ArtePesca, do município de Sumé, junto ao poder público, ou ainda a construção da passagem molhada na comunidade de Santa Rita e o poço para retirada de água na comunidade de Laginha, ambas no município do Congo.

Cunhã Coletivo Feminista

A organização – A Cunhã Coletivo Feminista é uma organização não governamental sem fins lucrativos localizada na cidade de João Pessoa, Paraíba, região Nordeste do Brasil, fundada em 1990. Tem como missão promover a igualdade de gênero, tendo como referências os direitos humanos, o feminismo, a justiça social e a democracia. Tem atuação consolidada em ações de advocacy, estratégias de comunicação e educação política feminista para a intervenção em políticas públicas voltadas para as mulheres.  A Cunhã atua há mais de dez anos junto às mulheres rurais do Cariri na perspectiva de criar espaços de diálogo e estratégias de enfrentamento às desigualdades nas relações de gênero e no enfrentamento à pobreza. A ação inicial teve como foco o incentivo à organização social e política das mulheres, priorizando sua auto-organização e autonomia econômica, uma vez que as “poucas” iniciativas existentes eram dispersas e não enfrentavam efetivamente o machismo e outras desigualdades.

Com Portal TV Cariri

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB