CASO ELUCIDADO: Pai de santo confessa ter matado criança em Sumé e confirma participação da mãe e do padrasto

pai de santoA Polícia Civil do Cariri acaba de prender o Pai de Santo Etin na cidade de Sumé. Ele confessou que matou a criança, muito provavelmente em ritual de magia negra, e confirmou que participaram do crime a mãe do menor, Laudenice dos Santos e o padrasto Daniel Ferreira dos Santos.

O pai de santo foi levado para a Delegacia de Monteiro com receio de linchamento por parte da população de Sumé. Segundo o delegado Dr. Rodrigo Monteiro, ele foi convincente em seu depoimento e detalhou a morte da criança.

Segundo Pai Etin, o padrasto Daniel e o amigo Paulistinha tramaram a morte de Éverton e sua irmã, mas felizmente a menina conseguiu fugir. Eles, acompanhados da mãe do menor Laudenice dos Santos, levaram-no para um local conhecido como o Boqueirão de Sumé e lá fizeram um ritual que pode ser o de magia negra.

“O padrasto sangrou inicialmente o pescoço de Éverton, depois cortou seu corpo ao meio. Paulistinha foi apontado como o idealizador do brutal assassinato e a mãe da criança assistiu tudo friamente”, relatou o delegado Dr. Rodrigo Monteiro a partir do depoimento de pai Etin.

Éverton depois de morto teve seu corpo lavado no açude, seu sangue depositado em um balde e foi abandonado no local. Um dia depois, na segunda-feira (12), o padrasto Daniel pegou o corpo e o levou para o local onde foi encontrado, tendo sido inclusive visto por João Batista. Com esse relato, fica claro que João Batista não  participou da morte do menor e acabou morrendo de graça nas mãos do padrasto Daniel.

A Polícia Civil disse que a investigação prossegue e agora serão conflitados os depoimentos dos supostos envolvidos, além da busca pela descoberta de qual ritual se quis fazer com a morte do menor.

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB