Polícia investiga suspeita de maus-tratos contra criança de 2 anos em João Pessoa

A Polícia Civil investiga uma susposta agressão contra uma criança, após um hospital particular acionar o Conselho Tutelar, em João Pessoa. O menino, de 2 anos e 11 meses, mora no bairro Novo Milênio e foi levado para atendimento pela avó, que relatou ter percebido hematomas e febre.

Segundo o Conselho Tutelar, o órgão foi acionado pelo hospital no domingo (30), durante o atendimento da criança. A avó, que costuma cuidar do menino durante a semana, relatou que percebeu que a criança estava com hematomas e febre. Ela também relatou que a mãe havia informado que ele tinha sofrido uma queda.

Durante o atendimento, a equipe médica identificou machucados semelhantes a possíveis agressões e acionou o Conselho Tutelar. Apenas a avó foi ouvida pelo órgão.

De acordo com o Conselho, a criança foi encaminhada para a Ambulatório de Atendimento às Vítimas de Violência e Acidentes (Amviva) e o caso chegou à Polícia Civil, que iniciou a investigação para esclarecer como as lesões foram provocadas. A avó foi levada à delegacia, onde prestou depoimento.

A delegada Adriana Guedes, da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e Juventude, informou que, durante o depoimento, a avó contou que a mãe havia informado que o menino sofreu uma queda próxima à uma geladeira, quando o ambiente estava molhado. Depois, a mãe teria relatado uma segunda queda, próxima à cama, quando a criança bateu a cabeça na parede.

A delegada também afirmou que, quando a mãe deixou o menino na casa da avó, ele apresentava edema na cabeça, escoriações no pescoço e uma queda capilar significativa no centro do cabelo.

“Ele reside com a avó. A avó não tem a guarda, mas ele reside com a avó, e às vezes fica na casa da mãe. A mãe informou à avó que o menino havia sofrido uma queda próxima à geladeira, que o ambiente estava molhado, e posteriormente, que ele havia caído próximo à cama, vindo a bater a cabeça na parede. No domingo, a mãe compareceu à residência da avó para deixar o menor, que estava com edema na cabeça, escoriações no pescoço, e uma queda capilar significativa no centro do cabelo. Prontamente, a avó levou o menor para atendimento médico, tendo sido atendido e a médica suspeitou de possíveis maus tratos e acionou o conselho tutelar”, disse.

A Polícia Civil vai ouvir a mãe para esclarecer as circunstâncias em que as lesões aconteceram. A avó também deve ser ouvida durante a investigação.

“Vamos começar as investigações. Vamos chamar primeiramente a mãe para esclarecer as circunstâncias em que isso aconteceu, vamos ouvir a avó, vamos fazer todas as diligências necessárias para dar andamento e esclarecer esse fato”, afirmou a delegada.

O caso está sendo investigado por meio de um inquérito instaurado pela Polícia Civil. Neste momento, o menino está residindo com a avó, de acordo com a delegada.

De Olho no Cariri

Com Jornal da paraíba

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri