Olímpio Rocha denuncia dirigentes da federação PSOL-Rede à Polícia Federal por suposto crime eleitoral

O pré-candidato ao Governo da Paraíba, Olímpio Rocha (PSOL), denunciou duas dirigentes da Federação PSOL-Rede à Polícia Federal, alegando um suposto crime eleitoral. O advogado não teve a sua candidatura homologada na pela federação e afirma que informações relevantes foram omitidas na ata da convenção, que aconteceu no último domingo, em João Pessoa.

Olímpio, junto com a executiva estadual do PSOL, denunciou Cristiana Almeida, presidente da federação PSOL-Rede na Paraíba; e Anielly Mirtes, secretária da mesa da convenção.

No sábado, o PSOL realizou sua convenção própria, aprovando a candidatura de Olímpio. No mesmo dia, a Rede decidiu pelo apoio à chapa de Lucas Ribeiro (Progressistas). A definição aconteceu no dia seguinte, na convenção da federação, que optou pela decisão da Rede.

Na convenção, Olímpio anunciou que entraria com um recurso junto à executiva nacional da federação, pedindo a reversão da decisão estadual, e solicitou que isso fosse colocado na ata da convenção. De acordo com ele, o pedido não foi atendido, o que motivou a denúncia à Polícia Federal.

Posicionamento da direção da federação

O Blog entrou em contato com Cristiana Almeida, presidente da federação PSOL-Rede na Paraíba, que foi denunciada por Olímpio. De acordo com ela, ainda não houve uma notificação formal sobre a denúncia, mas afirmou que “denúncias caluniosas” podem ser revertidas.

“Eu não fui notificada. Mas, quem entra com denúncias caluniosas sofre o risco de que seja revertida para ele. Tenho convicção do que foi ocorrido, e a Anielly também. É inadmissível que alguém venha tentar intimidar e ganhar no grito. Respeito Olímpio e entendo a indignação dele, porque ele queria muito (ser candidato). Mas não basta só o ‘querer muito’ do indivíduo. Isso tem que ser construído com as outras partes”, disse Cristiana Almeida.

Recurso para a executiva nacional da federação

Como já havia sido anunciado por Olímpio no dia da convenção, o PSOL entrou com um recurso junto à executiva nacional da federação, buscando a reversão do que foi decidido em âmbito estadual. A legenda argumenta que o conflito interno entre os partidos viola a confiança legítima dos filiados do PSOL.

“A reversão sumária no dia seguinte, por maioria dos dirigentes da REDE, sem solução nacional prévia do conflito, apontando para uma aliança absolutamente inviável para o PSOL na Paraíba, viola a confiança legítima dos filiados, militantes, candidatos proporcionais e apoiadores que organizaram sua atuação política com base nas expectativas legítimas pela manutenção da candidatura do PSOL ao Governo do Estado, que repita-se, ao longo de 04 longos e exaustivos meses, não foi em nenhum momento impugnada ou questionada pela Rede”, diz o protocolo enviado pelo PSOL.

Na tarde de ontem, uma fonte interna da executiva nacional do PSOL afirmou à produção da Rádio CBN que o recurso enviado pelo diretório estadual deve ser analisado rapidamente e que a decisão final não deve levar mais do que alguns dias para ser tomada.

Com Jornal da Paraíba

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB