Em primeira fala após anúncio, Ivonete Ludgério afirma que suplência foi decisão de grupo político

Após a repercussão em torno da desistência de sua pré-candidatura à Câmara Federal e do anúncio como primeira suplente na chapa ao Senado de André Gadelha (MDB), a vereadora de Campina Grande Ivonete Ludgério (PSD) afirmou – na noite desta quarta-feira (29) – que a decisão foi tomada em nome do grupo político ao qual pertence e reforçou que está pronta para percorrer a Paraíba durante a campanha eleitoral.

Em entrevista, Ivonete explicou que aceitou o convite de André Gadelha para fortalecer a aliança política formada pelo PSD e MDB.

“Eu faço sempre, como sempre fiz junto ao meu esposo Manoel, política de grupo. Sou do PSD, estou filiada ao PSD, e fizemos essa composição, aceitando o convite de André para ser primeira suplente ao Senado. Faço isso para fortalecer o grupo”, declarou.

A vereadora também destacou a importância da participação feminina na política e afirmou que pretende contribuir para a campanha em todo o estado.

“Como mulher, acredito que vou fortalecer esse projeto, porque o gênero está aí mostrando que temos capacidade, coragem e determinação. Tudo passa pela política de grupo. Já acompanhamos o senador Veneziano e agora, aceitando o convite de André, acredito que vamos fazer uma campanha bonita, com muita coragem e determinação. Só se sabe quem ganha no dia da apuração dos votos.”

Questionada sobre a possibilidade de conquistar espaço na disputa pelo Senado, Ivonete demonstrou confiança na candidatura de André Gadelha e lembrou que a história política da Paraíba registra reviravoltas eleitorais.

“São duas vagas. Acredito que há espaço para André. A política da Paraíba já mostrou muitas vezes que quem começa na frente pode perder espaço, e quem vem atrás pode alcançar o êxito. É nisso que estou apostando e é para isso que vou trabalhar.”

A parlamentar também revelou que está recuperada de problemas de saúde que a afastaram temporariamente das atividades públicas e garantiu que está preparada para enfrentar uma campanha em todo o estado.

“Recuperei a saúde, graças a Deus. Fiz uma cirurgia difícil, mas estou bem. Estou fortalecida na fé, na saúde e também na coragem como mulher para representar a nossa Paraíba.”

O anúncio da suplência foi feito pelo pré-candidato ao Senado André Gadelha, que afirmou que a escolha de Ivonete representa o compromisso de construir um projeto político baseado em propostas.

“Vamos juntos fazer uma política diferente na Paraíba para que possamos representar no Senado Federal um estado que precisa mudar esse pensamento de escolher políticos por dinheiro ou por troca de favores”, afirmou o emedebista.

Ivonete havia sido homologada pelo PSD como pré-candidata a deputada federal durante a convenção estadual do partido, mas desistiu da disputa proporcional para integrar a chapa majoritária de André Gadelha, tornando-se a primeira suplente do pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano.

Com PB Agora

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri