Polícia apreende helicóptero e carros de luxo de proprietários da empresa Vai de Bet; avião do cantor Gustavo Lima também foi apreendido em SP

A Operação “Integration”, deflagrada nesta quinta-feira (04) pelas polícias Civil na Paraíba e em Pernambuco, apreendeu um helicóptero, carros de luxo e dinheiro em várias moedas, a exemplo de real, dólar e euro, em endereços ligados à Vai de Bet, empresa voltada para apostas online em Campina Grande.

Na Rainha da Borborema, foram cinco alvos da operação, sendo três empresas de aposta online e duas residências. Também foram apreendidos passaportes e e objetos como várias bolsas de luxo.

O avião do cantor Gustavo Lima, garoto propaganda da Vai de Bet, foi apreendido em São Paulo. O proprietário da empresa, José André da Rocha Neto, está em viagem com o artista na Grécia.

Além de Campina, houve o cumprimento de mandados em Barueri (SP), Cascavel (PR), Curitiba e Goiania. Nesta operação, a empresária, advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa em Pernambuco.

A Justiça decretou o o sequestro de bens como carros de luxo, imóveis, aeronaves e embarcações. Além de bloqueios de ativos financeiros no valor de mais de R$ 2,1 bilhões, entrega de passaporte, suspensão do porte de arma de fogo e cancelamento do registro de arma de fogo.

A Polícia Civil também informou que foi decretado o sequestro de bens como carros de luxo, imóveis, aeronaves e embarcações e bloqueio de ativos financeiros no valor de R$ 2,1 bilhões.

O delegado de Pernambuco, Ubiratan Rocha, explicou que o objetivo da ação é combater a lavagem de capitais provenientes do jogo de bicho e apostas  de Bets.

“A gente começou a ver movimentações atípicas, que chegaram ao aporte de mais de R$ 2 bilhões. Hoje a gente teve a concretização não só no estado de Pernambuco, mas também aqui na Paraíba, Paraná e São Paulo. A gente confirmou não só o luxo, mas o excesso do luxo, com certeza proveniente dessas atividades ilícitas”, disse o delegado.

Com MaisPB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB