Moradores interditam trecho da PB-095 após morte de criança e cobram melhorias na rodovia

Moradores da comunidade de Chã do Marinho, em Massaranduba, no Agreste da Paraíba, interditaram um trecho da PB-095 nesta terça-feira (13) para cobrar melhorias na sinalização da rodovia. O protesto aconteceu menos de 24 horas após a morte de Samuel Luccas Rodrigues Araújo, de 10 anos, em um acidente entre um carro e uma motocicleta no local.

Durante a manifestação, os moradores queimaram pneus e outros objetos no meio da pista, bloqueando a passagem de veículos nos dois sentidos. O Batalhão Especializado de Polícia de Trânsito Urbano (BPTran) foi acionado para acompanhar a ocorrência.

Os manifestantes pedem a instalação de um redutor de velocidade, além de iluminação pública, placas de sinalização e faixa de pedestres. Segundo os moradores, o trecho dá acesso a uma escola e a um ponto de ônibus, por onde circulam crianças e outros pedestres.

Em entrevista, moradores relataram que outros acidentes já aconteceram na região e cobraram providências das autoridades para evitar novas ocorrências.

O Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) informou que está apurando as informações e que deve enviar um posicionamento sobre as reivindicações dos moradores.

Entenda o caso

Samuel Luccas Rodrigues Araújo, de 10 anos, morreu no fim da tarde da segunda-feira (12), após a motocicleta em que estava se envolver em uma colisão com um carro na PB-095, em Massaranduba.

De acordo com o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), com o impacto da colisão, o menino foi arremessado para o telhado de uma casa às margens da rodovia. Ele morreu no local, enquanto o homem que pilotava a motocicleta foi socorrido para Campina Grande.

O piloto, de 27 anos, foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. A unidade informou, na manhã desta terça-feira (13), que ele passou por cirurgia e seguia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com quadro clínico estável.

Segundo a Polícia Militar, o motorista do carro não prestou socorro e fugiu do local. A Polícia Civil informou que identificou o motorista, mas ele ainda não havia sido localizado até a última atualização da reportagem.

Com G1 Paraíba

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A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.

Após registrar o endereço do canal “Exército do Lula” no TSE, a defesa do presidente afirmou à Corte que a medida foi tomada apenas para cumprir uma determinação de Nunes Marques e que não significa assumir a administração do canal nem reconhecer que ele já integrasse a propaganda eleitoral da candidatura.

Segundo a defesa, o canal foi criado e é administrado pelo deputado André Janones e “não está sob a supervisão direta da campanha”.

Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula.

O canal de mensagens gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado o uso da ferramenta, alegando a propagação de conteúdos de desinformação.

A disputa judicial se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.

Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir formalmente a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.

Com Portal G1