Ministério Público aciona a Justiça para que concurso da Prefeitura de Campina Grande tenha cotas raciais

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública para que o concurso da Prefeitura de Campina Grande, no Agreste paraibano, passe a prever reserva de vagas para candidatos negros. A ação foi protocolada na 1ª Vara da Fazenda Pública do município e divulgada pelo órgão nesta terça-feira (21).

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campina Grande e com a banca organizadora do concurso, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

Segundo o Ministério Público, o edital do concurso descumpre uma lei municipal que determina a reserva de 10% das vagas em concursos públicos da administração municipal para candidatos negros.

De acordo com a promotoria responsável pela ação, o edital apresenta um “vício insanável” ao prever um número expressivo de vagas para cargos de níveis fundamental, médio e superior sem contemplar a política de cotas raciais prevista na legislação municipal.

Na ação, o MPPB pede que a Prefeitura de Campina Grande e a banca organizadora retifiquem o edital no prazo de cinco dias para incluir a reserva de 10% das vagas para candidatos negros em cada cargo, vedando o preenchimento dessas vagas pela ampla concorrência.

O Ministério Público também solicita que o edital retificado seja amplamente divulgado, com a indicação do número de vagas reservadas para cada cargo, dos critérios de concorrência, da forma de classificação e dos procedimentos de convocação e nomeação dos candidatos cotistas.

Caso as alterações afetem o cronograma do certame, o órgão pede ainda a reabertura das inscrições por um período mínimo de 10 dias.

Além disso, o MPPB requer que a Justiça impeça a homologação do concurso e a nomeação de candidatos até que o edital seja adequado à legislação municipal. Como medida complementar, solicita, se necessário, a suspensão do concurso, a aplicação de multa diária em caso de descumprimento e, ao final do processo, a anulação parcial do edital para garantir a reserva de vagas para candidatos negros durante toda a validade do certame.

Com G1 Paraíba

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Presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição como deputado, Hugo Motta (Republicanos) declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições desse ano. Motta confirmou sua posição em entrevista na Paraíba nesta segunda-feira (10).

A fala de Hugo Motta aconteceu na posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

“Iremos declarar esse apoio ao presidente, porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país, então eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, e a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão, de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição”, disse.

O presidente da Câmara Federal disse que como o partido dele, o Republicanos, declarou neutralidade à nível nacional na disputa eleitoral da Presidência da República, isso possibilitou o apoio a campanha de Lula.

“Eu estava aguardando o meu partido se posicionar. O Republicanos, em nível nacional, declarou a posição de neutralidade, ou seja, liberando os diretórios estaduais e os seus membros para apoiar ali a candidatura nacional, quem entender ser a candidatura melhor para o país”, disse.

Decisão do Republicanos

O Partido Republicanos anunciou no dia 4 de agosto que iria adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano.

A decisão foi formalizada na convenção do partido em Brasília e, segundo o presidente da legenda, é um entendimento firmado após a diretoria nacional ouvir a posição de escritórios da legenda em todo o país.

A decisão do Republicanos segue o mesmo posicionamento da federação União Progressistas.

Em nota emitida à época, o partido afirmou que a deliberação foi construída de forma coletiva e levou em consideração o crescimento da legenda nos estados, além das diferentes realidades políticas e alianças regionais formadas ao longo dos últimos anos.

“A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político”, afirmou o Republicanos. Segundo a sigla, a decisão busca preservar a autonomia das lideranças estaduais e a unidade partidária.