Serra-branquense Rauy Cavalcante vence reality caririzeiro e leva R$ 2 mil em prêmios

O Big Brother Sumé (BBS) surgiu de uma brincadeira entre familiares da influenciadora e empresária Letícia Leite, que sempre passava férias na cidade de Sumé. Natural de São Paulo, mas com raízes paraibanas, Letícia decidiu expandir a ideia do reality para outras pessoas, organizando uma competição real.

A seleção dos participantes foi feita por meio de vídeos enviados pelos interessados, e Letícia escolheu os 13 melhores para entrar no jogo. Antes do início do confinamento, que ocorreu entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro, ela explicou as regras aos participantes. Como o tempo era curto, as eliminações aconteceram rapidamente, algumas por provas e outras por votação popular no Instagram.

Durante os três dias de confinamento, os participantes desfrutaram de festas, bebidas, comidas e outras regalias, tudo custeado por Letícia, que bancou o evento sem patrocínio, exceto pelos fogos de artifício e copos de acrílico, que foram doados.

Na grande final, quatro participantes disputavam o prêmio principal. O quarto colocado foi eliminado por descumprir regras, restando três finalistas. O terceiro lugar recebeu um prêmio de R$ 500, o segundo R$ 1.200, ambos de Sumé, e o grande vencedor foi Rauy Cavalcante, de Serra Branca, que levou R$ 2.000.

A disputa final foi intensa, com mobilização das cidades de Sumé e Serra Branca, que puxaram mutirões de votos para seus participantes favoritos. No fim, Rauy conquistou o público e sagrou-se campeão do primeiro Big Brother Sumé.

“Foi uma experiência incrível”, diz Rauy Cavalcante

A reportagem do De Olho conversou com Rauy sobre sua participação na brincadeira. Ele descreveu a experiência como única e surpreendente:

“Foi uma experiência incrível! No começo, entrei sem muitas expectativas, mas, conforme o jogo foi avançando, fui me envolvendo e dando o meu melhor. A competição foi acirrada, e ver tanta gente me apoiando foi emocionante. Só tenho a agradecer a todos que votaram e torceram por mim.”

O campeão também destacou a organização do evento e o carinho que recebeu durante o confinamento. “A Letícia fez tudo com muita dedicação, e foi um evento muito bem organizado. Fiz novas amizades e vivi momentos que vou levar para sempre.”

De Olho no Cariri

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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, passou a concentrar a condução dos procedimentos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, colocados em lados opostos na crise aberta pelo caso Master no Supremo.

Na prática, caberá a Fachin reunir as explicações dos envolvidos, analisar a regularidade das apurações e decidir quais serão os próximos passos antes de uma eventual discussão pelo plenário do Supremo sobre abertura de investigações contra os colegas de Corte. A Presidência criou um procedimento para centralizar essa análise.

Há duas frentes. Cada uma delas envolve um ministro.

Acusações a Moraes

A primeira envolve as informações sobre Moraes encontradas nas investigações do Banco Master. Na terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens e registros de contatos entre o ministro e Daniel Vorcaro e afirmou que os novos elementos deveriam chegar ao plenário do STF.

PGR (Procuradoria-Geral da República) reagiu pedindo a extinção do procedimento e questionando a forma como as informações foram obtidas e tratadas. Diante da divergência, Fachin abriu um procedimento próprio e deu cinco dias para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem informações.

O presidente do Supremo quer esclarecer, entre outros pontos, se a PF respeitou as regras para casos envolvendo autoridades com foro na Corte, eventuais acessos a documentos particulares e informações sob sigilo e as circunstâncias de diligências determinada por Mendonça.

Fachin pretende colher as informações antes de decidir se o material deve ser submetido aos demais ministros.

Acusações contra Mendonça

O segundo procedimento que ficou com Fachin surgiu na quinta-feira (3), quando Moraes reagiu e encaminhou ao presidente do STF documentos com acusações contra Mendonça.

Moraes usou relatórios de inteligência da PF para afirmar haver “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação do colega à frente das operações Compliance Zero, ligada ao Master, e Sem Desconto, sobre fraudes no INSS.

O pedido foi apresentado inicialmente dentro do inquérito das fake news, relatado pelo próprio Moraes.

Nesta sexta-feira (4), Fachin mandou retirar a decisão de Moraes e seus anexos do inquérito das fake news e transferi-los para o procedimento aberto por ele na Presidência. A partir daí, o mesmo processo passou a reunir os elementos sobre Moraes e as acusações feitas por ele contra Mendonça.

Fachin também abriu prazo para analisar especificamente esse segundo conjunto de acusações.

Primeiro, a PGR terá cinco dias úteis para se manifestar sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento adotado por Moraes e, se considerar pertinente, sobre o mérito das acusações contra Mendonça.

Depois, Mendonça terá outros cinco dias úteis para responder à forma, ao conteúdo e à regularidade do procedimento e apresentar os questionamentos processuais que considerar necessários. Os prazos são sucessivos.

“Firme, proporcional e rigorosa”

Fachin também passou a assumir publicamente a responsabilidade de responder à crise aberta por Moraes e Mendonça.

Na sexta, durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente do STF afirmou que os fatos estão sendo apurados e que a reação da Corte será “firme, proporcional e rigorosa”.

“Não haverá precipitação, mas tampouco omissão”, declarou. Fachin também disse que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que a gravidade dos acontecimentos não autoriza o Supremo a abandonar o devido processo legal.

A declaração ocorreu após Fachin conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a situação da Corte. No mesmo evento, Lula afirmou que cabe ao presidente do Supremo e ao procurador-geral da República dar uma resposta capaz de trazer “tranquilidade” diante da crise.

Apesar de Fachin ter assumido a condução dos procedimentos, isso não significa que ele decidirá sozinho eventuais medidas contra Moraes ou Mendonça. O presidente da Corte está, neste momento, responsável por organizar a instrução dos casos e decidir os encaminhamentos. A possibilidade de levar as questões ao plenário continua na mesa.

De Olho no Cariri

Com CNN Brasil