Quase 230 pacientes receberam alta no mês de junho após vencer a Covid-19 no Hospital das Clínicas, em Campina Grande

O Hospital da Clínicas de Campina Grande deu alta a 227 pacientes que venceram a Covid-19, no mês de junho. A unidade de saúde também comemora a marca de 11,3 mil altas de pacientes internados no Centro de Saúde.

Ainda referente ao mês de junho, o Hospital de Clínicas registrou a menor taxa de ocupação de leitos dos últimos seis meses, alcançando 50%, e também 471 regulações, 277 atendimentos e uma taxa de recuperação de 75%.

Um desses recomeços aconteceu na vida de Ricardo Cavalcante, de 59 anos, morador da cidade de Cubati. Ele contraiu a Covid-19 de forma grave e precisou de internação para alcançar a recuperação. Foram dias difíceis sob os cuidados dos diversos profissionais da unidade. No final da tarde desta quarta-feira (30), Ricardo recebeu a notícia mais esperada dos últimos tempos, estava recuperado e podia voltar para casa. Ele foi recebido com grande emoção pelos familiares, que agradeceram o trabalho desenvolvido no HC, salvando a vida de centenas de paraibanos.

“Quero agradecer a todos os profissionais pela luta incansável e pela recuperação do meu tio, que agora está indo de volta para casa”, disse Taciane Cavalcante, sobrinha do paciente.

Cada alta tem sempre um significado muito expressivo para a equipe. “Certamente toda a equipe fica muito feliz com a quantidade de altas de pacientes nos últimos dias. É gratificante ver pessoas retornando aos seus lares e saber que o nosso trabalho foi bem realizado e obteve o resultado esperado”, afirmou o médico Thyago Morais, diretor técnico do HC.

De acordo com o diretor-geral do hospital, Dr Jhony Bezerra, ao longo desses meses de pandemia de Covid-19, as equipes foram se aprofundando cada vez mais no tratamento dos pacientes graves.

“Foram desenvolvidos novos protocolos de assistência multiprofissional, bem como otimizações na área de ventilação mecânica não invasiva, o que contribuiu positivamente para obtermos os resultados atuais “, explica.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB