Procon de Campina Grande começa a autuar postos devido a alta no preço dos combustíveis

O Procon Municipal de Campina Grande anunciou nesta segunda-feira (03) uma série de medidas para combater reajustes no preço da venda de combustíveis feitos de forma irregular. Entre as ações estão a autuação dos postos que não estão respeitando a redução no valores dos combustíveis, repassada em 16 de junho e a notificação de distribuidoras, quando estas forem comprovadas como parte do problema. 

Em nota divulgada, o órgão destacou que as medidas, de caráter imediato, “serão tomadas após reuniões e váriosgestos de diálogo, expectativas e tolerancia em relação ao levantamento de dados que justificassem os valores praticados bem acima de outras praças no Estado”. Também são citadas “várias tentativasde entendimentos com o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Derivados do Interior da Paraíba”. Confira íntegra: 

O Procon Municipal de Campina Grande vem a público informar que, após várias tentativas de entendimentos com o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Derivados do Interior da Paraíba, em relação à prática de valores justos e compatíveis com a atual realidade dos produtos no Município, anuncia uma série de inevitáveis medidas administrativas, de caráter imediato:

1) Serão autuados, a partir desta segunda-feira, 3, todos os postos que não estão respeitando a redução nos valores dos combustíveis, da ordem de 13 centavos, repassada pelo governo federal às distribuidoras, no último dia 16 de junho.

2) Registre-ee que, nesse intervalo, houve um aumento de 22 centavos autorizado pelo governo federal, com efeito a partir do dia 1° de julho último. Ao mesmo tempo, a Petrobras voltou a diminuir, quase que não imediatamente, 14 centavos no preço da gasolina. Não foi verificado, lamentavelmente, o óbvio: a automática redução nos valores em Campina Grande, na maioria dos postos.

3) Após reuniões e vários gestos de diálogo, expectativas e tolerância em relação ao levantamento de dados que justificassem os valores praticados bem acima de outras praças no Estado e cidades vizinhas de Campina Grande, o Procon decidiu aplicar o necessário rigor na fiscalização, devendo ser autuados todos os postos da cidade que insistirem em desrespeitar os direitos dos consumidores. Naturalmente, para isso, serão cumpridos todos os prazos legais do direito da ampla defesa.

4) Ao mesmo tempo, o Procon de Campina Grande, no exercício de sua missão administrativo-funcional, decidiu também notificar as distribuidoras, por invariavelmente serem apontadas como parte do problema. A verdade precisa ser estabelecida, nesse sentido.

5) Por fim, o Procon-CG volta a estimular que a sociedade e, notadamente, o mercado consumidor a fazerem uso dos canais oficiais para denunciar possíveis irregularidades, através dos telefones 151 (Disque Procon) e o (83) 9.8186-3609 ou (83) 9.8185-8168. Aos que optarem pelo modo presencial, informamos que o atendimento sempre se dá de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na sede do órgão, na rua Prefeito Ernani Lauritzen, no Centro da cidade.

De Olho no Cariri

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB